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Exame diminui erros de diagnóstico da meningite

Geral

05.07.2011

A incorporação de um novo exame na rede pública de saúde promete diminuir os diagnósticos incorretos de meningite bacteriana. É o que mostra um estudo publicado recentemente na revista científica PLoS One por pesquisadores brasileiros e americanos.

A tecnologia – conhecida como PCR em tempo real – possui uma enorme sensibilidade. Na amostra de liquor da medula espinhal, bastam oito ou dez bactérias, que podem estar mortas, para que o resultado do exame dê positivo. Os pesquisadores compararam o desempenho da estratégia ao tradicional método de cultura da bactéria em laboratório para posterior identificação com processos bioquímicos.

Segundo o trabalho, com a adoção do novo exame, houve um aumento de 85% no número de diagnósticos de meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Para a bactéria Streptococcus pneumoniae, o aumento foi de 52%.

Elas são responsáveis, respectivamente, por 63% e 33% dos casos de meningite bacteriana em São Paulo. A melhora de diagnósticos para Haemophilus influenzae foi mais discreta, porém também significativa: 20%.

A razão para uma diferença tão grande entre os dois métodos está no consumo de antibióticos, afirma Claudio Sacchi, coautor do estudo e pesquisador do Instituto Adolfo Lutz, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde.

Muitas vezes, quando o liquor é colhido para exame, a pessoa já tomou antibióticos com ação bactericida (que mata as bactérias) ou bacteriostática (que impede sua reprodução), diz o especialista.

– Os microrganismos não estão mais aptos para serem cultivados em laboratório.

Dessa forma, muitos exames dão um falso resultado negativo.

Outra vantagem do PCR em tempo real é a rapidez. Depois de três horas de processamento, sai o resultado. O método da cultura em laboratório pode levar até 48 horas para oferecer um diagnóstico.

Participaram do estudo nove hospitais paulistanos e três de Campinas (SP). As amostras coletadas de casos suspeitos da doença eram enviadas ao instituto, em São Paulo, ou para a sede regional do órgão em Campinas.

   
    

Fonte: R7