Remédios descartados // SMS vai entregar documentos para comprovar origem
Geral
23.08.2011
A secretária municipal de Saúde, Maria do Perpétuo Socorro, prometeu entregar na próxima sexta-feira a documentação que comprava a origem dos medicamentos descartados de forma irregular em Cidade da Esperança, na Zona Oeste de Natal, no início deste mês. A titular da pasta prestou depoimento na Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público (Dedepp), na manhã de ontem, e apenas reafirmou que as insulinas encontradas no lixo são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
"Os medicamento vieram da Unicat para a SMS e mais 10 municípios. A gente ainda não tem a informação correta da quantidade distribuída nas unidades", explicou Socorro. A secretária espera conseguir os dados junto aos farmacêuticos e à direção do Departamento de Logística e Suporte (DLS), responsável pela administração dos medicamentos. Ela confirma a desorganização nos locais onde estão armazenados os medicamentos vencidos, como foi apontado pelas autoridades que estiveram no local. "Nem tudo está informatizado, por isso gera uma demora", explicou a secretária sobre os dados que comprovam a entrada e saída de medicamentos.
Em uma mesma área, mas em galpões diferentes, estão armazenados medicamentos vencidos e dentro do prazo de validade. Segundo Socorro, os remédios em uso estão armazenados no Núcleo de Processo de Alimentos e Medicamentos (Nuplan). A secretária justificou a existência de medicamentos dentro da validade no galpão em razão do contrato entre a Prefeitura e o Núcleo, que não tem previsão para guardar os remédios que precisam de refrigeração.
O Ministério Público recomendou que a SMS faça diretamente o armazenamento dos medicamentos, sem contratar mais o Nuplan. "No momento não tem condições para isso. Estamos fazendo uma reestruturação e toda assistência farmacêutica vai ser modificada para que a gente possa atender as solicitações feitas", respondeu a secretária.
Sobre a incineração dos remédios, cujo galpão está interditado, Socorro alegou que o Município não tem controle sobre a empresa responsável. A SMS não estaria incinerando os medicamentos por causa de uma orientação do Ministério Público e para resguardar as provas do processo relacionado à Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Medicamentos. (MF).
Reprodução: Diário de Natal