Proibição de remédios emagrecedores ainda causa polêmica na Anvisa
Geral
01.09.2011
Em vias de ser decidida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a proibição de medicamentos emagrecedores no Brasil ainda levanta polêmicas e está longe de ser consenso entre especialistas da área. O martelo sobre a questão deve ser batido ainda esta semana, quando diretores do órgão definem a decisão com base em um relatório cujo conteúdo é mantido em segredo. Remédios como a sibutramina e os derivados de anfetaminas (anfepramona, femproporex e mazindol) estão no foco da discussão.
Segundo o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Ruy Lyra, o argumento para a proibição dos medicamentos é falho. Para ele, em alguns casos, há uma limitadíssima eficácia em atividades físicas e hábitos alimentares. “É um absurdo retirar essas drogas de circulação, sobretudo a sibutramina. Nunca soube de casos de dependência desse medicamento”, afirma o médico.
Defensora de uma posição oposta, a clínica geral Liane Harrop, defende o veto da Anvisa como satisfatório. A médica argumenta que o efeito da anfetamina incomoda os pacientes. “Não gosto do efeito desse remédio. As pessoas ficam nervosas, sem sono. O único medicamento que ponho em dúvidas a restrição é a sibutramina, que utilizo em alguns pacientes”, aponta.
Opinião mais radical contra o uso dos medicamentos é da médica ortomolecular e especialista em alimentos Diana Campos. Ela concorda com uma regulamentação extremamente severa sobre os remédios. “Mesmo com a proibição, é preciso uma vigilância na compra da droga no mercado negro. Os pacientes não percebem que ao perderem peso são descompensados em outras esferas da saúde”, defende
Reprodução: Diário de Natal