Disfunções na tireoide alteram metabolismo
Geral
02.09.2011
O comando de funções vitais do corpo humano está numa glândula situada na base do pescoço, comparada pelo médico endocrinologista Luciano Giacaglia a uma usina hidrelétrica responsável pela geração da energia do nosso organismo.
A tireoide produz os hormônios T3 e T4, reconhecidos pelos receptores das células que regulam o batimento cardíaco, a transmissão elétrica dos neurônios, a produção de hormônios sexuais e de crescimento, dentre outros. A tireoide é controlada por outra glândula, a hipófise, localizada no encéfalo e produtora do hormônio TSH. Por esse motivo a alteração da taxa do TSH, que normalmente varia entre 0,5 e 4,5, indica alguma disfunção na tireoide.
O alto nível de TSH detectado por exame de sangue confirma aquilo que o cansaço, ganho de peso, pele seca e intolerância ao frio já sinalizam. O metabolismo preguiçoso é fruto da baixa do ritmo da tireoide, que acaba estimulando o trabalho da hipófise e configurando o quadro de hipotireoidismo.
Giacaglia explica que uma das raízes do hipotireoidismo é a doença de Hashimoto, doença autoimune que faz o organismo produzir anticorpos contra ele mesmo. Rogério Dedivitis, cirurgião de cabeça e pescoço, aquele que faz a cirurgia da tireoide, aponta que essa disfunção é mais comum no sexo feminino, numa proporção de cinco a oito mulheres para um homem. "Mulheres descobrem o distúrbio por acaso por conta da preocupação com o ganho de peso", comenta. Ainda não existe um motivo comprovado para a predominância, porém ele diz que se suspeita de que o hormônio feminino estrógeno tenha influência.
Giacaglia afirma que o aumento do peso é de no máximo quatro quilos e é explicado pela retenção de líquido advinda da deficiência do rim. Sonolência, constipação, anemia, perda de apetite e discreta depressão também caracterizam a doença.
Reproduação:Uol.com