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"O SUS não pode ser espaço para preconceitos"

Geral

05.12.2011

Mais de quatro mil participantes de todos os estados brasileiros encerram, neste domingo, o maior evento brasileiro na área de saúde, no Centro de Convenções Ulysses Gumarães, em Brasília, que debate sobre os desafios e as perspectivas do Sistema Único de Saúde (SUS). A aprovação de propostas de melhorias para a saúde brasileira e o lançamento de novas políticas de gerenciamento do setor foram algumas das atividades programadas.

A marca da conferência, contudo, foi a diversidade – LGBTs, negros, população do campo, ribeirinhas, quilombolas, transexuais masculinos fizeram a diferença do encontro. Dentre as novas diretrizes para o setor, o ministro Alexandre Padilha assinou portaria instituindo a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), contra a discriminação nos serviços de saúde pública.

Durante a conferência, o ministro Padilha ainda disse que o Governo Dilma não pretendediscutir a implantação da CPMF e fez um apelo à participação popular emitindo opinião de atendimento através da Carta SUS e assinou portaria instituindo a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) contra o preconceito e discriminação nos serviços de saúde pública.

Falando enfaticamente a uma grande plateia de conselheiros de saúde e convidados de todo o país, o ministro da saúde conclamou a população brasileira e a todos que fazem o SUS a combater o preconceito porque essa, segundo ele, é a maior doença que afeta a saúde de qualquer cidadão. "O SUS não pode ser espaço para preconceitos. Por isso, os conselhos, o Ministério da Saúde e os secretários estaduais e municipais de saúde são parceiros nessa luta", disse Padilha. No Café com Ideias, no espaço saúde e cultura da conferência, na tenda Paulo Freire, houve ainda o lançamento do selo em alusão à luta contra a AIDS. A cantora Preta Gil e o movimento LGBT com várias representações, estiveram presentes.Participação jovem

O ministro destacou a participação do jovem na luta contra a Aids que é o tema, neste mês de dezembro, da campanha realizada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). Durante o mês, a Sesap realiza uma intensa programação enfatizando a importância da atenção da juventude para a responsabilidade de se proteger da doença. A expectativa da Sesap, segundo a responsável pelo Programa DST/Aids e Hepatites Virais, Sônia Cristina Silva, é conseguir mobilizar o máximo da população para a prevenção e diagnóstico precoce.

A campanha deste ano busca foco nos jovens gays de 15 a 24 anos das classes C, D e E. A ação buscará discutir as questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/Aids, na população prioritária, sob o ponto de vista do estigma e do preconceito. "A ideia é estimular a reflexão sobre a falsa impressão de que a Aids afeta apenas o outro, distante da percepção de que todos podem ser vulneráveis", destaca. Além disso, o Programa reforça o Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (PSE), para promoção da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes e jovens.
Reprodução: Diário de Natal