REGISTRADOS NOVOS CASOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR POR MICOBACTÉRIAS NO PAÍS - Microorganismo contaminou 78 pacientes em duas cidades brasileiras
Geral
27.08.2010
O DIA ONLINE | SAÚDE
POR CLARISSA MELLO
Rio – Dois anos após o surto que colocou o Rio em primeiro lugar no ranking dos estados com maior número de casos de infecção hospitalar, autoridades sanitárias voltam a se assustar. Foram registrados 78 casos suspeitos de infecção por micobactéria em pacientes de hospitais de Manaus e Carazinho, interior do Rio Grande do Sul.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os novos casos podem ter sido causados pelo mesmo motivo do surto de 2006 a 2008: falta de esterilização de equipamentos de videocirurgias e desinfecção.
A partir de 2008, a Anvisa criou uma nova regulação, entre elas a proibição de uso de desinfetantes nos aparelhos de cirurgia, pois a micobactéria é resistente às substâncias. O certo é esterilizar: um processo no qual os aparelhos são colocados a uma temperatura acima de 20°C, com pressão e vapor , explica o chefe do setor de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital do Fundão, Alberto Chebabo.
Segundo o especialista, pacientes infectados pela bactéria sofrem lesões que podem demorar até seis meses para aparecer. O tratamento deve ser feito com antibióticos e até cirurgias. São feridas próximas à cicatriz cirúrgica que não se fecham, fica uma secreção, elas vão aumentando , diz.
De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria estadual de Saúde, Rita Vassoler, os hospitais estaduais cumprem as medidas estabelecidas pela Anvisa. Além disso, ela afirma que são feitas inspeções de rotina nas unidades de saúde do estado, para evitar a possibilidade de infecções. Conseguimos reduzir os casos. Em 2009, foram 9, e esse ano, não tivemos nenhum , afirmou Vassoler.
Entre 2006 e 2008, o País teve quase 2 mil casos de infecções por micobactérias. Só no RJ, foram cerca de 1,1 mil.
Fonte: Temas de Interesse | Anvisa | O Dia | Saúde | RJ