DOENÇA CAUSA REJEIÇÃO EM OUTROS 9 ESTADOS
Geral
31.08.2010
Leandro Santi, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, afirma que não é possível relacionar a quantidade de córneas descartadas por hepatite com prevalência do vírus no Paraná. É necessário acompanhar o caso de perto para entender por que o percentual está tão elevado , destaca. Mas acrescenta que os índices encontrados entre os doadores de córnea na faixa de 35% não refletem a realidade da região nem do país. No Paraná, na última década, foram confirmados 10.819 casos de hepatite B e 12.767 de hepatite C. Mas Santi acredita que muitos casos podem não estar sendo registrados.
Nos últimos três anos, pelo menos 4 mil casos de hepatite B foram diagnosticados no Paraná. Lopes acredita que muitos outros não entraram nas estatísticas. Seriam casos de pacientes que foram tratados sem que os médicos comunicassem o diagnóstico às autoridades sanitárias. E ele lembra também que existem muitos casos de portadores assintomáticos, que só tomam conhecimento que estavam doentes quando desenvolvem cirrose ou câncer no fígado.
Sudoeste
A maior quantidade de casos de contaminação por hepatite B está localizada no Sudoeste do Paraná. Na série histórica entre os anos de 2003 e 2008, o índice em algumas cidades da região, como Foz do Iguaçu, Cascavel e Francisco Beltrão, chega a ser oito vezes maior que o registrado em Curitiba e região metropolitana. Lopes relata que não há uma resposta científica precisa capaz de explicar o contágio elevado.
Fonte: GAZETA DO POVO | SAÚDE | PR