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Alimentar pombos traz riscos à saúde humana

Geral

07.04.2012

Uma cena comum em algumas das praças de Natal é a de pessoas alimentando pombos. O hábito aparentemente inofensivo esconde na verdade riscos para a saúde. A proliferação das aves e o consequente acúmulo de seus excrementos nas ruas são verdadeiras ameaças à saúde humana.

A bióloga Cintia Higashi, da Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap), alerta que a principal via de contaminação é a inalação dos folículos dos fungos contidos nas fezes das aves. Ela explica que, inalada, a poeira dos fungos e bactérias que se desenvolvem nas fezes podem causar doenças como a histoplasmose, que tem seus sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe comum. Para evitar contaminação, a bióloga orienta que deve-se sempre umedecer o local do ninho ou do excremento na hora de limpar e ter o cuidado de usar máscaras ou um pano umedecido no rosto.



Um dos pontos da cidade onde o hábito de alimentar pombos é frequente é na Praça Padre João Maria, no Centro. Nas primeiras horas da manhã é possível avistar até 250 aves reunidas no local. Segundo o ambulante José Domingos, que trabalha no local, algumas pessoas vão frequentemente alimentar os animais, outras passam, acham interessante, e também estimulam o hábito, trazendo até comida caseira para dar às aves, além dos mais comuns milho e pipoca.



A recepcionista Mirian Rodrigues, que trabalha num edifício comercial em frente à praça, diz que a quantidade de aves e de pessoas as alimentando se intensifica ainda mais nos finais de semana e recrimina o hábito, embora não saiba ao certo quais os riscos que os pombos trazem à saúde da população.



Com poucos predadores, o número de aves só cresce pela cidade e o risco de doenças também, embora nenhum diagnóstico tenha sido registrado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O órgão atende solicitações esporádicas quanto à concentração de pombos em áreas de grande movimentação de Natal.



Sobre o controle da proliferação das aves, o biólogo Carlos Vilela fala que o problema é de difícil contenção, já que exige um controle desde a alimentação errada que as aves recebem, sua migração para outros pontos, a rápida proliferação e até mesmo se cogita a possibilidade abater as aves. Sem alimento, as aves deverão naturalmente se dispersar em busca de comida em outras localidades. 

Reprodução: Diário de Natal