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Giselda Trigueiro perde UTI após curto-circuito

Geral

23.05.2012

 

O Hospital Giselda Trigueiro, nas Quintas, que é referência na rede estadual no atendimento ambulatorial, de urgência e emergência para doenças infecto-contagiosas, está sem nenhum leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na sexta-feira, 18, uma pane no sistema elétrico danificou os aparelhos e, à meia-noite, os oito pacientes tiveram que ser transferidos para o Hospital Ruy Pereira, na Zona Leste. Alguns deles, inclusive, com dengue hemorrágica ou em estado terminal de Aids, tendo em vista que o hospital é o único de referência nesse tipo de atendimento na Grande Natal. 
"A situação do Giselda é periclitante. Faltam tanto medicamento quanto insumos básicos como algodão e gaze. Remédios essenciais para infecções oportunistas para Aids, por exemplo, é comum que faltem", colocou a clínica geral Nancy Baumgartner, diretora do Sinmed. Esses e outros problemas, como a falta de Testes Rápidos para dengue, foram alvo de um protesto ontem de duas categorias em greve: médicos e funcionários da saúde no Estado. Eles protestaram em frente ao HGT e seguiram em passeata pela Avenida Mário Negócio até a Delegacia das Quintas. Iriam fazer um Boletim de Ocorrência para denunciar, na polícia, o descaso com a saúde. "Estamos aguardando uma definição do governo para fazer proposta para o fim da greve. Até agora pouco evoluímos nas negociações", afirmou Sônia Godeiro, diretora do Sindsaúde-RN.
Já são 50 dias de greve e três audiências entre governo e servidores, sem nenhuma proposta oficial e concreta. "Estamos vivendo o descaso da medicina e a população só aumentando. Depois de ter passado a vida toda lutando pela melhora na saúde, me aposentei e ainda me vejo lutando pelo melhor atendimento aos doentes, que afinal é quem pagam o pato. Trabalhar nessas condições a vida toda também é um absurdo", ressaltou o médico aposentado Monir Aby Zayan, pediatra aposentado pela UFRN. 

Fonte: Diário de Natal