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Entidades criticam atitude do governo

Geral

29.05.2012

 

Um dos fatores observados pelo Fórum foi o questionamento feito, no último dia 22, pelo colegiado da saúde ao poder público sobre o déficit encontrado no orçamento de custeio da saúde pública. Na ocasião, os secretários estaduais de administração, Alber Nóbrega, e de planejamento e das finanças, Obery Rodrigues, apresentaram ao colegiado uma espécie de prestação de contas do Governo do Estado, que justificou o motivo porque não investe mais em saúde pública. Contudo, as cifras não convenceram a maior parte dos que estavam presentes na reunião do colegiado. A promotora Iara, inclusive, externou sua indignação com a atitude do titular da Seplan de ter se retirado da última reunião sem prestar qualquer esclarecimento e dar uma posição aos presentes.
Partindo da atitude dos representantes do governo na última reunião, o MPE disse interpretar que o poder público estadual não quer dialogar com o Fórum e novas estratégias passaram a ser desenhadas. Entre elas, o membro da mesa diretora do CNS, Francisco Junior, sugere insistir e pressionar o governo para uma audiência e soluções efetivas. "Eu imaginava que, dada a situação de crise, o governo veria com bons olhos a criação deste fórum", diz o representante do CNS.
A partir de agora, foi decidido pelos integrantes do fórum que haverá reuniões periódicas quinzenais e que, a princípio, serão tratadas ações a nível macro do problema e que mais à frente, as demandas específicas serão abordadas de forma mais aprofundada. A Promotoria da Saúde e a AGU frisam que seu foco de atuação no primeiro momento será no círculo político, uma vertente crucial para a resolução prática das crises que a saúde potiguar vem enfrentando. 

Fonte: Diário de Natal