Investimentos podem pedir mão de obra especializada
Geral
05.07.2012
Todo esse investimento em ampliação da estrutura das unidades hospitalares e dos leitos de retaguarda e UTI aumentará também a necessidade de mão de obra especializada. Para atender essa demanda o governo do Estado pretende convocar os servidores da saúde cedidos a outros órgãos, que não façam parte da rede SUS e cobrar o cumprimento de horários e escalas dos profissionais da área da saúde. De acordo com o procurador geral do Estado, Miguel Josino, um estudo realizado pelo Ministério Público Estadual revelou que cerca de 10% dos 1.800 servidores da saúde estadual podem ser relocados de suas unidades para outras que apresentam carência de pessoal.
"Ainda há muito o que fazer, os desafios são enormes e serão enfrentados com determinação e coragem. O decreto vem no momento certo, em que nós temos um plano de enfrentamento apoiado e aprovado pelo governo federal que prevê prazos que poderão ser acompanhados por toda a sociedade, e supervisionados pelos órgão competentes", disse a governadora Rosalba Ciarlini.
Ações estruturantes
A governadora fez questão de destacar que o Plano de Enfrentamento não traz apenas ações emergenciais, mas também ações estruturantes que serão melhorias definitivas para a rede de saúde. Dentre as ações estruturantes, o Plano prevê o início da implantação da Rede de Urgência e Emergência (RUE) do RN, a partir da identificação do perfil de atendimento, da capacidade e da
resolutividade de cada instituição; a estruturação de 7 hospitais regionais, que serão transformados em centros de referência (Pau dos Ferros, Assu, Currais Novos, João Câmara, São Paulo do Potengi, Santo Antônio do Salto da Onça e Caicó); a implantação de 04 salas de estabilização nos hospitais municipais de Goianinha, Touros, Extremoz e Tibau do Sul; implantação do modelo de acolhimento com classificação de risco na porta do Walfredo Gurgel, Santa Catarina e Deoclécio Marques de Lucena; e expansão da cobertura do SAMU para 100% da população norteriograndense até o final de 2013.
Fonte: Diário de Natal