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Sesap acalma população

Geral

18.07.2012

Segundo a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Juliana Araújo, "estatisticamente não há surto e tecnicamente não há superbactérias no Ruy Pereira". Juliana explica que o ambiente hospitalar, tanto o público quanto o privado, estão sujeitos à infecções bacterianas, mas neste caso, o número de pacientes infectados está dentro dos padrões permitidos.

A técnica da Sesap diz que só há surto quando o número de casos foge do esperado e as bactérias acinetobacter e pseudomonas não são super-resistentes, podendo ser combatidas. Segundo ela, o que acontece no Ruy Pereira é que lá existem pacientes com a imunidade muito baixa, se tornando fáceis portas de entrada dessas bactérias, que existem na natureza e também em ambientes hospitalares.

Contudo, Juliana Araújo diz que não há motivos para a população se alarmar. Indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelecem que os índices de infecção hospitalar variem de 3 a 6%, uma meta difícil de ser cumprida de um modo geral pelas unidades de saúde de todo o mundo. Segundo ela, a Sesap vem combatendo esses números juntamente às comissões de controle de infecções dos hospitais que compõem sua rede, mas não há motivo para uma preocupação excessiva quanto à situação do Ruy Pereira, pois tudo corre sob controle.

Fonte: Diário de Natal