Encontro defende ampliação de vagas de residências médicas
Geral
25.07.2012
Manter os médicos nas cidades em que se formam. Esse é o foco principal de discussão na sexta sessão ordinária da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) que teve início nesta terça-feira (24) no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). De acordo com a secretária executiva do CNRM, a professora Maria do Patrocínio Nunes, a ideia é que os programas de residência médica consigam comportar de forma proporcional o número de formandos das universidades nos estados. "O estado forma mais médicos do que consegue retê-los. Os recém-formados saem para fazer residência nas grandes cidades e existe uma grande probabilidade de ficarem por lá", disse.
A opinião da professora é defendida pelo diretor do Huol, Ricardo Lagreca. O diretor aponta que programas de residência que consigam atender diversas áreas e um número maior de estudantes tendem a manter os profissionais no Rio Grande do Norte. "Os dados apontam que o estudante tende a se fixar no local onde se formou. É uma forma, também, de tornar o país mais igualitário", diz. "A ideia é convencer os governos de que não se trata de um custo e sim um investimento, no qual o retorno é imediato", acrescentou Maria do Patrocínio.
Atualmente existem 311 vagas de programas de residência no Rio Grande do Norte, das quais 224 delas estão ativas. Os dados são do professor Gilmar Amorim de Sousa, presidente da Comissão Estadual de Residência Médica do RN (Cerem) e coordenador da Comissão de Residência Médica (Coreme) do Huol. São cerca de 50 programas de residências em todo o estado, entre eles Anestesia, Psiquiatria, Infectologia, Medicina Intensiva, Ortopedia, assim como Clínica Médica, Ginecologia Obstetrícia, Medicina Familiar, Pediatria, entre outros.
Entre todos os programas no RN, 72% pertencem à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O HUOL é a residência que detém o maior número de vagas: 120. Além de instituições federais, unidades filantrópicas, hospitais particulares e estaduais também possuem vagas.
Gilmar Amorim também avalia como positivo os números apresentados nos programas de residência no estado. Segundo ele, apenas 1,33% dos estudantes que iniciam, desistem do programa de residência.
Segundo os dados do professor Gilmar Amorim, no RN, atualmente, existem quatro pólos formadores de residentes: Natal, Santa Cruz, Mossoró e Parnamirim. A intenção é que haja um crescimento para novas cidades do interior como Pau dos Ferros, Macau e Caicó. "Estamos num programa de expansão", disse.
Fonte: Tribuna do Norte