SAÚDE AMPLIA LISTA DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA
Geral
09.09.2010
TRIBUNA DO NORTE | BRASIL
O Ministério da Saúde ampliou a lista de doenças de notificação compulsória com a inclusão de cinco novas doenças, agravos e eventos de importância para a saúde pública. A nova lista, com 44 itens, passa a incluir acidentes com animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas; atendimento antirrábico após ataque de cães, gatos e morcegos; intoxicações por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos e metais pesados, como chumbo; sífilis adquirida; e Síndrome do Corrimento Uretral Masculino.
Esses casos devem ser notificados pelas autoridades de saúde sempre que houver suspeita ou confirmação, na rede pública ou privada. O registro é feito diretamente no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
Além de incluir as cinco novas enfermidades na lista de notificação compulsória, o Ministério da Saúde também listou 19 doenças de notificação imediata, ou seja, que devem ser informadas dentro de 24 horas. Entre elas, estão cólera, dengue pelo sorotipo DEN-4, doença de Chagas aguda, febre amarela, poliomielite, raiva humana, influenza por novo subtipo viral, sarampo e rubéola.
Vacina antirrábica
O Ministério da Saúde decidiu manter a vacinação de cães e gatos contra a raiva em todo o país. Na avaliação do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde, as mortes de animais ocorridas até 4 de setembro nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte estão abaixo do esperado na literatura internacional.
Desde a primeira semana de junho, 17 estados e o Distrito Federal iniciaram a vacinação, principalmente em municípios do interior. Quinze unidades da federação, incluindo o Rio Grande do Norte, vêm utilizando exclusivamente a vacina RAI-PET, produzida pelo laboratório BIOVET. Esta vacina – recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – é obtida a partir de cultivo celular e confere imunidade de um ano aos animais.
“Com base nas informações que temos disponíveis até o momento, não há evidências suficientes para interromper a campanha de vacinação antirrábica”, avalia o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.