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Samu Natal vivencia crise

Geral

14.08.2012

 

Segundo o coordenador do Samu Natal, Edilson Pinto, o serviço vem passando por uma série de dificuldades. A empresa prestadora de serviços ao município e ao Samu não vem cumprindo com os termos contratuais, o que compromete todo o sistema de atendimento. Além disso, Edilson Pinto diz ainda que, desde novembro de 2011 vem tentando renovar a frota do Samu, mas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) diz não possuir recursos para a compra de novas ambulâncias.
 
Quanto à interrupção dos atendimentos de motocicletas do Samu, o coordenador diz que o que tirou o serviço das ruas foi um déficit de profissionais de enfermagem na rede. Segundo ele, entre penalizar a população com a ausência das motocicletas ou das ambulâncias, ele optou por retirar as motos das ruas.
 
Já o problema das ambulâncias é ainda mais complexo. Edilson Pinto conta que o contrato com a empresa TRD Serviços já vem de outras gestões e é muito abrangente. Segundo ele, a prestadora de serviço é responsável desde a contratação do porteiro da sede do Samu Natal até a manutenção das ambulâncias e compra de insumos. "É muita coisa e a empresa não cumpre com o contrato. A gente pensa se deixar a TRD apenas com a manutenção das ambulâncias não seria melhor, já que uma empresa assumindo tudo não está funcionando", explica o coordenador do Samu Natal.
 
Edilson Pinto diz ainda que a empresa também é responsável pelo gerenciamento do sistema de informações do Samu da capital. O sistema funciona como um observatório da central para monitorar onde há mais ocorrências, quais as gravidades dos casos, entre outras informações. Segundo Edilson, muitas vezes os profissionais enfrentam problemas com a má administração do sistema que compromete a atualização dos dados e a elaboração de relatórios do serviço.
 
"Percebemos que em 2014 toda a frota do Samu será renovada e que tudo tem que estar funcionando perfeitamente. Mas e até lá? A população não vai adoecer? Precisamos resolver uma série de questões, mas a gestão municipal diz não pode arcar. Toda uma população ser penalizada por um planejamento voltado a uma Copa em 2014", diz Edilson Pinto. 

Fonte: Diário de Natal