Presidente do Sindicato dos Médicos apoia a atitude da OAB
Geral
16.08.2012
Ordem dos Advogados do Brasil anunciou que suspendeu a participação na negociação entre médicos e governo do Estado.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed), Geraldo Ferreira, apoia a decisão que foi tomada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no qual anunciou na tarde de terça-feira (13) que suspendeu a sua participação nas negociações entre Governo do Estado e o Sindicato.
Ferreira se diz indignado com a falta de atenção do Governo do Estado em negociar com a classe médica. “Nós esperamos que o Governo possa dar uma resposta para os médicos”, disse o presidente do Sinmed.
Os médicos da rede estadual de saúde estão em greve há três meses e reivindicam um aumento de 7% no salário base e 22% em gratificação para quem está na ativa. Após uma série de reuniões e audiências, o Sindicato apresentou, na semana passada, uma outra proposta ao Governo do Estado.
A nova reivindicação é o reajuste salarial de 10%, sendo 5% em setembro e mais 5% em dezembro, ficando a discussão do aumento de gratificação, cobrança de ponto eletrônico e condições de trabalho para serem analisadas em futuras reuniões.
Na reunião no qual o Sinmed apresentou a sua nova proposta, o Governo ficou de avaliar junto à pasta de Planejamento a nova proposta e em reunião que seria realizada na terça-feira (13), apresentaria o resultado da avaliação.
De acordo com a advogada Elizângela Fernandes, presidente da comissão do Direito a Saúde da OAB, a reunião foi cancelada e avisaram à comissão somente quando estavam na Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos (Searh), local onde iria acontecer o encontro.
Elizângela falou que o advogado Marcos Guerra foi conversa com o Chefe da Casa Civil para demonstrar que estavam insatisfeitos com a atitude do Estado e pediu para que fosse apresentada uma contraproposta escrita para que pudesse negociar com a categoria. A OAB só vai voltar a participar se o estado apresentar esse documento.
Por isso, a OAB decidiu não negociar com o Governo, pois foi percebido que não há proposta por parte do Executivo. Fernandes achou a atitude do Estado deselegante. “Esperávamos que o Governo apresentasse pelo menos uma contraproposta e apresentasse os números das suas contas”, disse Elizângela Fernandes.
Fonte: Nominuto.com