Mutação genética dá sensibilidade a bactérias, mas não a vírus
Geral
21.08.2012
Hipersensibilidade a vacina
A vacina contra tuberculose usa uma bactéria viva, mas enfraquecida, que normalmente não causa qualquer mal ao homem.
Contudo, algumas crianças apresentam uma forte sensibilidade à vacina, a ponto de desenvolverem doenças bacterianas graves depois de receberem a vacina.
Os cientistas não sabem exatamente por que isso acontece.
Alguns estudos identificaram várias mutações genéticas que indicam uma maior suscetibilidade a essa reação de hipersensibilidade, conhecida como suscetibilidade Mendeliana a doenças micobacterianas.
Suscetibilidade Mendeliana
Agora, Dusan Bogunovic e seus colegas da Universidade Rockefeller (EUA), encontraram mais uma importante mutação para essa lista.
Os pesquisadores analisaram o caso de dois adolescentes sem nenhum grau de parentesco – uma garota de 15 anos na Turquia, e um garoto de 12 anos no Irã – que apresentaram casos inexplicados da suscetibilidade Mendeliana.
Eles descobriram que uma mutação específica no gene ISG15 impede que os pacientes produzam quantidades suficientes da proteína interferon-gama, que ajuda a combater as infecções bacterianas.
A descoberta surpreendeu os estudiosos porque os estudos em animais indicavam que essa mutação só tornava os indivíduos suscetíveis a infecções virais, mas não bacterianas.
Ao contrário, segundo os pesquisadores, nos humanos o gene ISG15 pode ser necessário para requisitar a ação do inteferon-gama contra as infecções bacterianas, mas não virais.
A descoberta foi publicada na revista Science.
Fonte: Diario da Saúde