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Médicos param atendimento a planos

Geral

09.10.2012

Médicos do Rio Grande do Norte participam amanhã de uma mobilização nacional contra as empresas de planos e seguros de saúde. Em Natal, o ato ocorrerá na praça 7 de Setembro, à frente do Tribunal de Justiça e da Assembleia Legislativa. Como forma de protesto, os atendimentos aos planos de saúde serão suspensos durante toda a quarta-feira (10), com exceção dos casos de urgência e emergência. “Os pacientes já estão sendo previamente avisados da suspensão dos atendimentos. As consultas e procedimentos agendados estão sendo devidamente remarcados pelo serviço de remarcação das unidades”, afirmou Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

O presidente da Fenam enumerou três níveis reivindicatórios. O primeiro é com relação a remuneração da classe. Segundo ele, o valor de uma consulta chegou a um nível tão baixo que em muitos estados chega a perder para serviços como eletricista, manicure, cabeleireiro e encanador. “Não desvalorizamos essas profissões. Apenas não queremos ver desvalorizada a nossa”, atestou. O valor da consulta nos planos de saúde é avaliado entre R$30 a R$45.

O segundo nível reivindicatório é com relação a autonomia do trabalho. As limitações para conseguir autorizar exames ou transferências para UTI’s “engessa” os trabalhos dos médicos, que não têm liberdade para avaliar e realizar as atividades. O terceiro nível é com relação ao contrato. “Acredito que isso é o que prejudica mais o tratamento com o cliente. Muitas vezes, os pacientes precisam ser medicamentos específicos, ou da realização de alguma cirurgia ou aplicação de algum material mais caro, e são impedidos porque “o contrato não dá direito”. Isso é um absurdo”, analisou.

De acordo com Geraldo Ferreira, com a paralisação, devem ser comprometidas 150 cirurgias e a realização de aproximadamente 2 mil consultas.

PLANOS

Em nota, o Sistema Hapvida Saúde encaminhou uma mensagem de “tranquilidade” aos mais de 100 mil usuários no Rio Grande do Norte. Segundo a nota, não haverá descontinuidade no atendimento. “A Hapvida confia no compromisso da classe médica com o atendimento de qualidade à população norte-rio-grandense”, diz a nota.

Em contato com a Amil Planos de Saúde, a assessoria de imprensa afirmou não ser possível o contato com a direção da empresa, alegando dificuldades burocráticas para conseguir retorno.

Unimed

De acordo com Marcos Jácome, vice-presidente da cooperativa de médicos Unimed, o caso da cooperativa é diferente dos planos de saúde. “No nosso caso, a cooperativa é formada por médicos que trabalham em comum acordo”, explicou. Ele disse que não haverá qualquer prejuízo para os clientes da Cooperativa.
Reprodução: Tribuna do Norte