Reunião traça metas para combate à dengue
Geral
10.01.2013
A coordenadoria do Programa de Combate à Dengue e o setor de Vigilância Epidemiológica se reuniram ontem, 9, pela manhã, na sede da Vigilância. A reunião técnica teve como objetivo traçar às metas de combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, que serão colocadas em prática durante o ano de 2013.
De acordo com a médica veterinária do Departamento de Vigilância à Saúde, Alany Medeiros, durante o encontro ficou definido que seriam mantidas as ações realizadas em 2012 que foram bem-sucedidas. Essas ações dizem respeito à Caravana contra a Dengue, tratamento focal – trabalho realizado pelo agente de endemias de casa em casa -, e atividades de educação em saúde.
Já às novas metas incluem os bloqueios focais, que, segundo a veterinária, será o trabalho realizado quando acontecer um registro de dengue, ocasião em, que a equipe vai a casa da pessoa afetada fazer a pulverização do inseticida, e o cumprimento de uma determinação do município, referente à distribuição de citronela, planta que age como repelente natural contra o mosquito.
Alany Medeiros informa que ainda não há definição de como será a distribuição da planta, se através das sementes ou das mudas. O assunto ainda será tratado com a Gerência de Gestão Ambiental.
Também serão realizadas as ‘reuniões de calçada’, experiência desenvolvida em anos anteriores, através da qual, com base nas informações dos agentes de endemias sobre as ruas com maior índice de dengue, a equipe vai até a casa de um dos moradores e se reúne com a vizinhança em uma das calçadas da rua.
A Vigilância também vai tentar organizar um grupo teatral, com peça sobre a dengue, a ser realizada nas escolas de Mossoró. Alany Medeiros informa que será instituída uma equipe de trabalho volante para atuar nas comunidades rurais onde há maior número de registros da doença e que o recolhimento de pneus, iniciativa que surtiu efeito, será retomada.
A maior preocupação no momento, segundo ela, é com o período chuvoso, que vai de dezembro a maio. Os cuidados devem ser redobrados, pois, em altas temperaturas, como é o caso de Mossoró, o mosquito demora apenas sete dias para virar adulto.
As medidas de combate à dengue, como lembra a própria veterinária, são simples, mas precisam ser desenvolvidas em conjunto com a população. Entre as iniciativas que devem ser adotadas estão: guardar garrafas viradas para baixo, para evitar o acúmulo de água parada, observar se os vasos de plantas estão sempre secos, ou colocar areia dentro dos mesmos, trocar a água das vasilhas dos animais constantemente, além de cobrir, adequadamente, os reservatórios de água para evitar a proliferação do mosquito.
Para quem vai viajar de férias, a veterinária também chama a atenção para os cuidados e comenta que o período contribui com o aumento nas pendências para a equipe, pois muitas casas ficam fechadas, fazendo com que os agentes tenham que retornar ao domicílio.
LIRAa – Até amanhã, 11, a Vigilância à Saúde deve divulgar os dados do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2013. Segundo Alany Medeiros, o trabalho para conclusão do primeiro levantamento de 2013 foi iniciado em 02 de janeiro e faz parte do Programa de Combate à Dengue.
O LIRAa determina o índice de infestação do município e a orientação do Ministério da Saúde é de que sejam realizados seis levantamentos por ano, um a cada bimestre. O recomendado, segundo o Ministério da Saúde, é de que o índice de infestação a cada 100 domicílios não ultrapasse 1.
Em Mossoró, no entanto, esse percentual tem se mantido acima da média. Em 2012, o índice variou entre 4,9% e 5,9%, o que preocupa a vigilância porque significa que existem larvas no município. Em geral, as áreas periféricas são as que apresentam índices mais elevados, por causa da irregularidade no abastecimento de água, que leva a população a acumular água em casa.
O objetivo é realizar a primeira caravana contra a dengue no final de janeiro. A escolha do local será baseada no local com maior incidência da doença, segundo os dados do LIRAa.
Fonte: Gazeta do Oeste