CONSUMO INDISCRIMINADO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES PODE ACARRETAR PROBLEMAS DE SAÚDE
Geral
20.09.2010
O MOSSOROENSE | COTIDIANO
Publicado no dia 20/09/10
Na busca por um corpo perfeito, homens e mulheres suam nas academias, fazem dietas e adotam hábitos de vidas saudáveis. No entanto, algumas vezes só essas práticas não são suficientes para atender os desejos dos que cultuam o corpo com tanta vaidade. A ingestão de suplementos à base de proteína, vitamina, aminoácidos e outros compostos, com a promessa de emagrecer e favorecer a definição e o aumento dos músculos pode ser um risco à saúde.
"Quando utilizadas sem orientação essas substâncias podem acabar causando doenças em vez dos resultados esperados", afirma a nutricionista Priscila Bertevello. Apesar disso, as substâncias são encontradas facilmente nas farmácias, lojas de conveniência, em algumas academias e até em sites na internet. Alguns deles são vendidos com a indicação de produtos naturais.
O consumo indiscriminado desses produtos pode trazer problemas gastrointestinais, neurológicos e renais, entre outros. "Eles podem ocasionar também problema hepáticos e causar desidratação severa. Por exemplo, o consumo alto de suplementos à base de proteína acompanhado por ingestão baixa de água compromete a função termorreguladora do organismo e pode provocar falência renal por falta de circulação de líquidos", diz a especialista.
Isso acontece porque as quantidades de substâncias nos suplementos são elaboradas para a dieta dos profissionais e acabam sendo excessivas para os atletas amadores. Os suplementos à base de proteínas e aminoácidos podem causar problemas nos rins e fígado. Produtos que prometem a perda da gordura trazem substâncias como a cafeína, que, dependendo da dose, podem causar taquicardia. "Quando mal-utilizados, alguns suplementos podem promover o ganho de peso, em vez da perda de gordura e isso no futuro pode provocar doença, como a obesidade", afirma a nutricionista.
A indicação dessas substâncias geralmente é feita para atletas de alta performance, profissionais com gasto calórico muito elevado. Mas a grande questão é que eles só deveriam ser comercializados com indicação médica. "Eles só devem ser receitados por médicos especialistas em medicina esportiva ou um nutricionista. Alguns educadores físicos costumam indicar o uso, mas isso não pode acontecer", diz Priscila.
É importante ressaltar que todo suplemento colocado no mercado, tanto nacional quanto importado, deve ter registro no Ministério da Saúde. Quanto aos importados, muitos não são fiscalizados nos países de origem.