Padilha participa de inauguração de indústria
Geral
21.02.2013
A cerimônia de inauguração da nova unidade de embalagem de medicamentos sólidos da empresa farmacêutica EMS, em Hortolândia (SP), nesta quarta-feira (20) contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante o evento, o ministro destacou a importância do empreendimento para o país. “A nova fábrica representa um aumento da capacidade nacional de produção, além de agregar conteúdo tecnológico local”, afirmou o ministro.
A EMS é líder de mercado, tanto em unidades comercializadas quanto em faturamento, sendo a primeira empresa a produzir no país medicamentos genéricos, em 2000. Com a nova fábrica, a farmacêutica vai aumentar sua capacidade produtiva mensal em 68%, dos atuais 45 milhões de unidades/mês, para 76 milhões de unidades/mês. O empreendimento tem 12 mil metros quadrados de área construída – um investimento de R$ 150 milhões.
Esta é a primeira de outras três novas fábricas que a EMS irá construir até 2014, em Manaus (AM), Brasília (DF) e Jaguariúna (SP) – um investimento total de R$ 600 milhões. Os projetos vão gerar, pelo menos, mil novos empregos diretos. O objetivo da EMS é despontar como um dos principais investidores brasileiros na produção de tecnologias essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“O investimento na indústria nacional só reforça as políticas do Ministério da Saúde de apoio à produção nacional. Com isso, o Brasil vai ter mais condições de produzir internamente os medicamentos para a população, o que os torna mais baratos e acessíveis, evitando risco de uma fábrica internacional parar ou retardar a produção.”, acrescentou Padilha.
A EMS tem parceria com laboratórios públicos nacionais para o desenvolvimento no País de quatro medicamentos: o antipsicótico Ziprazidona (com o Laboratório Farmacêutico da Marinha), do imunossupressor Micofenolato de Sódio (com o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército), do antiparkinsoniano Entacapona (com os laboratórios Iquego, Furp e Lifal) e do oncológico mesilato de imatinibe (com o Instituto Vital Brasil).
A EMS integra a joint venture BioNovis, ao lado das indústrias farmacêuticas Hypermarcas, Aché e União químicas, que têm apoio do BNDES. A BioNovis, focada na produção de medicamentos biossimilares, tem duas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com o laboratório público Biomanguinhos/Fiocruz, ambas travadas em 2012, que envolvem a produção nacional via transferência de tecnologia: uma para a produção do oncológico Rituximabe, e outra do imunossupressor Etanercepte, contra artrite reumatoide e outras doenças que afetam as articulações.
A BioNovis foi pioneira em conseguir registro da Anvisa para o desenvolvimento nacional de um medicamento biológico, o Etanercepte. O registro foi concedido esta semana. Com a produção nacional, em cinco anos, o Etanercepte deverá custar 50% menos do que o importado pelo Ministério da Saúde, gerando uma economia de R$ 726 milhões aos cofres públicos no período. A previsão é que o produto nacional esteja pronto para comercialização em 2016.
Fonte: Portal da Saúde