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Pacientes da Guarita passam a ser atendidos no Centro de Saúde Reprodutiva Leide Morais

Geral

06.03.2013

 

Um cartaz ao lado da recepção do Centro de Saúde Reprodutiva Professor Leide Morais, no Alecrim, indica o caminho para a nova Unidade Básica de Saúde da Guarita. Em uma área improvisada, onde funcionavam consultórios ginecológicos do Centro de Saúde Reprodutiva, foram disponibilizadas quatro salas para funcionamento da unidade. Isto porque os médicos que trabalham no Centro estão em greve há mais de dez meses e o atendimento permanece suspenso. Com isso, as salas que estavam sem ser utilizadas foram “emprestadas” ao Município.
 
Na manhã de hoje (5), profissionais que trabalham na unidade estavam realizando a mudança dos equipamentos, móveis, material hospitalar e mobiliário do antigo prédio, que está interditado pela Covisa. Durante a mudança, uma cena chamou a atenção: material hospitalar e de expediente foram colocados na calçada, expostos ao sol, durante mais de meia hora, sem nenhum cuidado e proteção.
 
O prédio da Unidade Básica de Saúde, que funcionava na avenida Presidente Sarmento, 1955, no Alecrim, foi interditado recentemente pela Covisa por ter sido detectado a existência  de vírus e bactérias na unidade, que atingiu a maioria dos trabalhadores da unidade. Hoje, a equipe de reportagem foi impedida de entrar na unidade, segundo uma enfermeira que não quis se identificar, pelo risco de se contaminar. “Só pode entrar aqui de máscaras e pessoas autorizadas. Você está correndo risco de se contaminar”, alertou a funcionária, que não quis comentar sobre o material deixado na calçada.
 
Além da contaminação, que alguns funcionários chegaram a dizer ser causada por germe de pombo, a Unidade Básica de Saúde tinha problemas na estrutura do prédio. As salas de vacinação e a odontológica estavam interditadas há mais de um ano com problemas de infiltração e mofo. Quando foi interditada, a unidade foi transferida para o Centro Pastoral da Igreja São José, mas como nos próximos dias será realizada a festa de São José, a unidade teve que encontrar outro local. Desde a semana posterior ao carnaval que o atendimento está sendo realizado no Centro de Saúde Reprodutiva Leide Morais. Os funcionários também informaram que a Secretaria Municipal de Saúde estava com oito meses de salário atrasado com o proprietário do prédio.
 
Duas salas estão funcionando como consultórios para os dois médicos, que atendem os pacientes de segunda a sexta-feira, uma sala foi disponibilizada para o preparo e mais uma para a direção. Apenas as consultas estão sendo realizadas. Os curativos estão sendo feitos no Centro Clínico de Saúde Dr. José Carlos Passos, na Ribeira. E serviços, como preventivos, vacinas, atendimento odontológico e o acompanhamento do desenvolvimento das crianças, estão sem ser oferecidos à população.
 
A agente de saúde Rosa Maria afirmou que o prédio onde funcionava a Unidade Básica de Saúde da Guarita estava sem funcionar e que a Secretaria Municipal de Saúde tem dado o total apoio para solucionar o problema. “Viemos para cá de forma temporária, mas estamos tendo total apoio da Secretaria, inclusive com visitas de diretores, coordenadores e do próprio secretário. Chegamos a essa situação porque a gestão passada não deu atenção que precisávamos. A população já foi avisada e está vindo”, afirmou a funcionária. Por dia, cada médico atende uma média de 12 a 16 pacientes.
 
A dona de casa, Maria Gorete de Souza, de 58 anos, mora quase em frente ao prédio da antiga Unidade Básica de Saúde e disse que todos os moradores estão insatisfeitos com a mudança do prédio. “Foram para um lugar muito longe e a maioria das pessoas são idosas e tem dificuldade de locomoção. Antes bastava atravessar a rua, hoje temos que pegar um táxi para fazer uma simples consulta”, desabafou a dona de casa.
 
A gerente do Distrito Leste da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Océlia Dantas disse que a Secretaria está dando prioridade para conseguir um imóvel para alugar para comportar a Unidade. “Estamos procurando, mas alugar um imóvel naquela região é muito complicado. Além disso, a unidade já era pequena demais e não comportava mais os serviços que vinham sendo desenvolvidos dentro da unidade. Mas a nossa perspectiva é de construção de uma unidade própria e para isso, em paralelo, estamos procurando um terreno. A nossa ida para o Centro Reprodutivo é temporária, justamente para que a população não ficasse desassistida”, destacou a gerente Océlia Dantas.

Fonte: Jornal de Hoje