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O LUGAR DA FÉ NO CÉREBRO É DESCOBERTO

Geral

27.09.2010

DIÁRIO DE NATAL | SAÚDE

Publicado no dia 27/09/10

Foi também por meio da ressonância magnética que o grego Dimitrios Kapogiannis, do Instituto Nacional de Saúde (em Baltimore, nos Estados Unidos), detectou a área do cérebro ligada à fé. "Descobrimos que as regiões ligadas à cognição social (o conjunto de funções cerebrais usado para interagir com os outros e entender suas emoções) são também utilizadas para conceber as imagens de Deus e formar crenças religiosas", explicou. Na primeira fase da pesquisa, Dimitrios lançou mão de métodos da psicologia para identificar processos cognitivos na mente de pessoas quando se confrontam com uma ideia religiosa. "Quando um ser humano é questionado sobre Deus, ele precisa responder a três perguntas: 'Deus está implicado em minha vida ou não?; Deus está envolvido no amor ou na raiva?; Eu baseio minha crença na imaginação de circunstâncias específicas ou em conceitos abstratos?", enumera o especialista.

Para cada pergunta, Dimitrios interpretou as funções das áreas cerebrais, por meio da ressonância magnética estrutural (MRI, pela sigla em inglês). Na primeira sequência de testes, ele e sua equipe encontraram áreas do cérebro que analisaram o significado de ações da chamada Teoria da Mente (a habilidade em compreender outras intenções e emoções). No segundo exame, descobriram uma região implicada na reação a emoções positivas. No terceiro teste, foram analisadas áreas ligadas à imaginação de cenas do próprio ser humano em ação. "O achado mais surpreendente foi o uso extensivo da imaginação para tipos específicos de crenças religiosas. Há dois tipos de crenças e dois conjuntos de áreas do cérebro os processando", explica. Um tipo de crença nasce da própria experiência. A imaginação, por sua vez, é usada para criar situações e cenas onde esta crença é executada.

Saiba mais

Funções complexas

Nessa região, os corpos celulares dos neurônios podem ficar agrupados em camadas (córtex), em aglomerados globosos (núcleo) ou dispersos, sem organização específica (formação reticular). Parte do sistema nervoso central, a substância cinzenta é a responsável pela transmissão dos estímulos nervosos para os órgãos. Seu aspecto acinzentado se deve aos corpos celulares que a compõem. Nessa substância, estão os centros de cognição e personalidade.

Fonte: DIÁRIO DE NATAL | SAÚDE