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Alcaçuz ainda possui oito detentos doentes com tuberculose, mas diretora descarta surto

Geral

02.05.2013

 


Dos 15 detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz diagnosticados com tuberculose no ano passado, sete já estão recuperados após receberem tratamento médico e cinco retornaram para as atividades que realizam dentro da maior unidade prisional do Rio Grande do Norte. Outros sete estão sendo medicados por uma equipe médica na própria prisão e podem receber alta nos próximos meses, segundo a diretora Dinorá Simas. Somente um dos apenados, que apresentou agravamento do quadro, está internado no Hospital Giselda Trigueiro, na zona Oeste de Natal.

Dinorá explicou que muitos presos já chegaram à penitenciária com a doença infecto-contagiosa, transmitida pelo bacilo de Koch, e que outros acabam adquirindo a enfermidade por causa do ambiente fechado e com pouca ventilação da unidade prisional. No entanto, assim que são diagnosticados, eles são encaminhados para atendimento e tratamento médico, que é feito por equipes médicas da Secretaria Municipal de Saúde de Nísia Floresta, onde Alcaçuz está localizada.

“Não estamos passando por surto, como estão dizendo. O que acontece é que já tinham alguns apenados com a doença e que estavam passando por tratamento médico e outros que, ou chegaram aqui doentes ou adquiriram por causa das condições precárias em que vivem. Desses, sete já receberam alta e voltaram a trabalhar e os outros continuam o tratamento, que é demorado e dura, no mínimo, seis meses”, explicou a diretora.

Dinorá afirmou que o ambiente fechado, abafado, frio, úmido e a alta concentração de pessoas em um pequeno espaço, por causa da superlotação carcerária, também influenciam no surgimento da doença, principalmente em apenados com a imunidade baixa ou saúde frágil. E que, para evitar que a doença se propague entre os detentos, os doentes são isolados dos demais.

“Isolamos os doentes para evitar que o quadro de saúde deles piore e também que não contaminem outros presos que possam estar com a imunidade mais fragilizada. Mas todos eles estão sendo tratados, assim como os que já se recuperaram também foram. E, além dos cuidados com a saúde deles, também aproveitamos para conscientizá-los sobre isso. No ano passado, realizamos uma palestra com todos sobre a doença e o número de infectados não mudou muito”, afirmou a diretora.

Dinorá disse também que, dos oito que continuam o tratamento médico, apenas um precisou ser internado em um hospital e foi encaminhado para o Giselda Trigueiro, onde está há cerca de um mês. No entanto, ela já recebeu informações dos médicos sobre a melhora do quadro de saúde do interno e ele deve receber alta hospitalar nos próximos dias.

“Ele sendo liberado do hospital, volta para Alcaçuz, onde permanecerá no isolamento sendo medicado, até que se recupere por completo e possa retornar para as suas atividades normais dentro da penitenciária. É claro que, em um local com grande concentração de pessoas, alguém fique doente, mas eles não são negligenciados”, disse.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada, normalmente, pelo bacilo de Koch, que afeta principalmente os pulmões da pessoa infectada. Ela é transmitida pelo contato direto e em grandes aglomerações de pessoas, como no caso da penitenciária, que sofre com a superlotação. Tabagismo, alcoolismo, falta de higiene e maus hábitos alimentares baixam a resistência imunológica da pessoa, favorecendo a contaminação.

Fonte: Jornal de Hoje