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Davim concorda com importação de médicos

Geral

10.07.2013

O senador Paulo Davim (PV) disse que concorda com o reforço de médicos estrangeiros para trabalharem no Brasil desde que todos sejam submetidos ao chamado exame de “revalidação”. Para o pevista, que também é médico, esses profissionais devem ainda comprovar que estão aptos a compreender a língua portuguesa para que possam diagnosticar enfermidades com correção e sugerir tratamentos adequados aos pacientes. “Minha opinião não mudou em nada. Os médicos e as entidades não se opõem a esse reforço. Não somos xenófobos, mas a verdade que ninguém da área vai trabalhar na Espanha ou em Portugal sem ter a revalidação, então queremos reciprocidade”, destacou o senador.
 
Davim assinalou que os médicos brasileiros também são submetidos ao exame que atesta a qualificação ao serviço.  Ele enfatizou também que o profissional oriundo da Espanha, Portugal ou qualquer outro lugar não deixa o país de origem por filantropia e que geralmente o problema que o acomete é de desemprego ou algum contexto adverso no local onde vive. “Quem vem não é bom médico, mas sim um mediano. Ao vir para cá você há de convir que tem porque precisa de emprego”, frisou. Paulo Davim observou também que os profissionais que chegam, por necessitarem do emprego, costumam não se desincompatibilizar com os respectivos prefeitos e denunciarem as condições inadequadas de trabalho. “Portanto, não acredito que esse profissional colabore para construir com o sistema de saúde do Brasil”, acrescentou.
 
Sobre os médicos cubanos, ele destacou que os médicos passaram no país de Fidel a Castro a serem tratados como mercadorias, tamanho o lucro que esses profissionais dão à ilha caribenha.  “Cuba tem uma receita da importação de médicos de R$ 6 bilhões. Isso é mais do que turismo e exportação de níquel”, opinou. Sobre as condições impostas pelo Governo brasileiro para receber os médicos estrangeiros, Davim destacou que estas podem até substituir a revalidação, mas frisou que é necessário clareza e transparência. “O nosso medo é a flexibilização dessas avaliações. A avaliação de um médico tem que seguir critérios técnicos”, alertou.

Fonte: Tribuna do Norte