OUTUBRO PARA COMBATER O CÂNCER
Geral
05.10.2010
TRIBUNA DO NORTE | POLÍTICA
Publicado no dia 05/10/10
A cada dois minutos, uma mulher é diagnosticada com câncer de mama. Por dia 30, morrem vítimas da doença no Brasil. E no Rio Grande do Norte estima-se o surgimento 540 novos casos apenas este ano. Os dados são assustadores, mas essa situação pode ser revertida se houver um diagnóstico precoce da doença.
Para se ter uma ideia da abrangência da doença, de janeiro a agosto deste ano foram detectados, só na Liga Contra o Câncer, 379 novos casos de câncer mamário. Em muitos desses, a doença já está em estágio avançado.
“O câncer de mama está se alastrando no mundo todo. Apesar da grande publicidade que o problema ganhou, ainda são muitas as mulheres que não tem informação sobre a doença e, principalmente, sobre a possibilidade de cura através do diagnóstico precoce – que é o melhor tratamento”, disse oncologista e mastologista da Liga Norte-riograndense contra o Câncer, Maciel Matias.
Ainda segundo o médico quando o tratamento é feito no início da doença, as chances de cura da mulher pode chegar a 100%. Já nos casos mais avançados essas possibilidades são bastante reduzidas.
E é para despertar a sociedade para o combate ao câncer de mama, que começa hoje ‘Outubro Rosa’. Uma série de eventos que tem por objetivo ‘jogar luz’ sobre um sério problema de saúde pública.
A programação conta com palestras e panfletagens – em escolas, clínicas. A abertura do evento será às 9h, no Centro Avançado de Oncologia (Cecan), uma das unidades da Liga. No dia 16 de outubro será realizada uma caminhada para alertar sobre a importância da mamografia. Além disso, durante o mês de outubro, alguns monumentos da cidade serão iluminados com a cor rosa.
Elenir Mesquita, uma das organizadoras do Outubro Rosa, sabe bem a importância do diagnóstico precoce. Foi por ter descoberto a doença no estágio inicial que ela está curada. “Descobri a doença em 2005, fiz a cirurgia, a quimioterapia. Ainda estou tomando medicação porque só é considerada a cura depois de cinco anos. Mas está tudo bem comigo”, disse Elenir que faz parte do Despertar, um grupo de voluntárias recuperadas do câncer de mama que realiza um trabalho de apoio através da troca de experiência com mulheres que já vivenciaram a doença.
“Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida física e emocional das pacientes e estimular a participação de familiares no processo de cura, através de reuniões palestras”, disse Elenir.
Lindomar Queiroz, que teve câncer de mama há 25 anos, também ressalta a importância do diagnóstico precoce e do apoio da família. “Na minha época não tinha tanta informação, hoje é muito mais fácil diagnosticar a doença. O apoio da família também é muito importante no tratamento da mulher. No meu casos, a família foi fundamental”, disse Lindomar, que faz parte da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mama.