Falta de medicamentos é alvo de crítica dos usuários
Geral
06.08.2013
Medicamentos para tratamentos contra asma, osteoporose, reumatismo e lúpus estão em falta na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT), que abastece toda região Oeste do Rio Grande do Norte, da II Unidade Regional de Saúde Pública (URSAP) há dois meses.
Vários pacientes, que fazem tratamentos contínuos de doenças consideradas crônicas e precisam da medicação, de alto custo, tiveram que interromper o tratamento por falta de medicamentos na unidade.
Entre os medicamentos em falta estão o Evista, usado para osteoporose e reumatismo; Calcitriol, usado para osteoporose; Azatioprina, para tratamento de lúpus; HIV, tuberculose e pacientes que foram transplantados; e Alênia, para pacientes asmáticos. Este último tem uma das maiores demandas da unidade.
Segundo a dona de casa Maria Luzimar de Freitas, que faz tratamento contínuo com o medicamento Evista, com o intuito de amenizar os efeitos da osteoporose, a medicação está em falta há três meses.
Ela reclama que devido o tempo em que o medicamento está em falta, o formulário já se venceu e terá que retornar ao médico, sem ao menos ser beneficiada com as três caixas que tem direito. “Quase toda semana eu estou aqui [na Unicat]. Só recebi uma caixa do remédio. Sinto dores no meu joelho diariamente”, relata a usuária. Segundo ela, o medicamento custa caro e há em poucas farmácias da cidade.
Edmundo Freire da Silveira vai sempre à Unicat receber o medicamento para sua irmã, que está em tratamento contínuo de asma. Segundo ele, a medicação, Alênia, está em falta há mais de duas semanas. “Venho quase todos os dias aqui atrás da medicação. Infelizmente, recebo a notícia de que não tem nem previsão do medicamento chegar à unidade”, diz. Edmundo também lembra que o medicamento custa caro e que ele tem direito de receber a medicação.
A farmacêutica responsável pela Unicat de Mossoró, Roseane Lima, disse que a equipe de farmacêuticos da unidade liga constantemente para Natal com o intuito de cobrar e dar uma previsão da chegada dos medicamentos à unidade. Ela conta que a unidade é totalmente dependente da Unicat de Natal. “Estamos com o abastecimento relativamente bom. Acontece que os medicamentos que estão em falta têm uma demanda muito grande”, confessa. Segundo ela, a unidade faz pedidos quinzenalmente para a sede, em Natal. Ela ainda conta que a unidade fez pedidos na segunda-feira passada, 29, mas os medicamentos estão em falta tanto em Mossoró quanto em Natal. “Estamos aguardando a chegada dos medicamentos. Acredito que em breve teremos o nosso estoque reabastecido. O empenho já foi feito”, confessa.
Fonte: Gazeta do Oeste