Greve prejudica atendimento no hospital Deoclécio Marques
Geral
16.08.2013
A greve dos servidores da Saúde tem prejudicado o atendimento no Hospital Regional Deoclécio Marques Lucena, em Parnamirim. De acordo com a diretoria da unidade, as cirurgias eletivas estão suspensas desde o dia 1º de agosto, assim como os retornos de cirurgias ortopédicas. Ontem, 30 pacientes estavam nos corredores do hospital, 18 deles aguardando procedimentos de ortopedia.
O estudante Francisco das Chagas de Macedo, 19, aguardava desde as 6h da segunda-feira por uma cirurgia ortopédica. Morador de Upanema, Francisco das Chagas sofreu um acidente e passou por cirurgia no Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró. Contudo, após suspeita de que pinos teriam sido colocados incorretamente, ele procurou novo procedimento em Parnamirim, segundo a irmã dele, Maria da Conceição de Macedo.
Assim como ele, outros 17 pacientes aguardavam cirurgias ortopédicas. Os 10 leitos de UTI do hospital estavam ocupados, bem como as enfermarias e outras 37 vagas do andar ortopédico.
De acordo com a diretora administrativa do hospital, Adriana Pontes, a greve tem comprometido o atendimento em função da redução no número de servidores. “Com as cirurgias eletivas não ocorrendo, começa a ter demanda reprimida”, explicou. Segundo ela, em média, são atendidos por dia 400 pacientes de clínica médica, 150 de pediatria e 200 de ortopedia. A coordenadora-geral do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Simone Dutra, admite que a redução em 50% no número de servidores acarreta problemas. “Mas a greve só existe porque o Governo não negocia”.
A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) informou que, com a redução de pacientes nos corredores do Walfredo Gurgel, o foco da Sesap se voltará para o Deoclécio. Até ontem, 193 pacientes já haviam sido atendidos desde o mutirão iniciado no dia 1º.
Fonte: Tribuna do Norte