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Médicos fazem campanha para diagnóstico da Hanseníase

Geral

24.08.2013

Se uma área da pele apresenta queda dos pêlos, manchas brancas ou avermelhadas, está ressecada e com sensação de formigamento e dormência, isso pode ser hanseníase. A hanseníase é uma doença crônica, também conhecida como lepra, e que acomete o cidadão silenciosamente. A doença afeta a pele e os nervos, e as manchas podem estar localizadas em qualquer parte do corpo. Normalmente, os locais mais comuns são as extremidades (braços, mãos, coxas, pernas e pés) e o rosto.

Através de realização de exames e distribuição de material educativo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia está realizando uma campanha em todo o Brasil para esclarecer a população sobre esse assunto, alertando e diagnosticando os possíveis casos. No Rio Grande do Norte, a ação foi desenvolvida na manhã deste sábado (24) nos municípios considerados mais endêmicos: Natal, Mossoró, Nova Cruz, Espírito Santo e Natal.

“Essa é uma doença que normalmente surge sem sintomas e, quando eles aparecem, já podem revelar um estágio avançado da doença. Nesses casos, o paciente pode ter problemas neurológicos, como atrofia muscular e dormência, capazes de permanecer por toda a vida da pessoa”, explica o dermatologista coordenador da campanha em Natal, Maurício Lisboa Nobre.

Segundo ele, no RN são diagnosticados cerca de 300 casos por ano. “O grande problema é que por a doença ser silenciosa muitas pessoas possuem, mas não sabem disso. Porém, apesar das consequências neurológicas, ela não leva à morte”, afirma Maurício. “Mas se houver o diagnóstico precoce, a doença tem cura”, finaliza.

A hanseníase pode ser transmitida pelo contato com uma pessoa sem tratamento, através das vias respiratórias. Entretanto, a maioria das pessoas não adoece quando tem contato com a bactéria porque têm uma resistência natural para combater a doença. O tratamento da hanseníase é fornecido gratuitamente pelo Governo a todos os doentes.

Maria Elizete, 63, é agente de Saúde em Natal e aproveitou a oportunidade para realizar o exame, uma vez que “não há essa oportunidade todos os dias”. “O problema que eu vi nessa campanha foi a falta de divulgação entre as comunidades. Eu soube porque sou agente, mas nem no próprio Hospital Giselda Trigueiro [onde está sendo realizada a campanha em Natal] há informações sobre a campanha”, disse. “Essa é uma ótima iniciativa. Aproveitei a oportunidade e trouxe meu filho também”, afirmou.

Fonte: Jornal de Hoje