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Servidores e sindicato protestam por melhores condições de trabalho

Geral

20.09.2013

Na manhã desta quinta-feira (19), representantes do Sindicato dos Profissionais de Saúde de Natal (Sindsaúde), juntaram-se aos funcionários da Maternidade das Quintas, para protestar contra as condições de trabalho e por questões salariais. O ato faz parte do calendário promovido pelo Sindsaúde, o qual promove ações a cada quinta-feira em uma unidade diferente.
 
Uma das principais reclamações dos funcionários da unidade diz respeito à ausência de medicamentos e equipamentos de trabalho. De acordo com a técnica de enfermagem Gilbanisa Façanha, faltam seringas para medicações e vacinas, principalmente as de 10 milímetros. Ela destaca que a saída usada acaba sendo usar outra maior e mais cara ou pagar com o dinheiro do próprio bolso.
 
A questão salarial também é um problema. A técnica em enfermagem destaca que “além da questão calamitosa de sempre”, ela está há mais de três anos sem receber gratificações, que são adicional noturno, insalubridade e a Gratificação de Maternidade (GAOM). Essa crítica é bem comum entre os funcionários da unidade que atendem a cerca de 700 pessoas por mês.
 
Outra técnica de enfermagem, Nilvete Maria de Oliveira Cavalcante, diz não receber a gratificação de adicional noturno desde 1989, como também outros adendos a que tem direito. Os funcionários destacam que além de não receberem os adicionais noturnos, o número de plantões mensais aumentou de 10 para 12. O resultado disso, segundo os funcionários, é o desgaste físico e o estresse, que podem refletir negativamente no atendimento aos pacientes.
 
A diretora do Sindsaúde, Célia Maria Dantas da Silva, destaca que um relatório com as condições estruturais da maternidade já foi entregue ao secretário. Entretanto, eles ainda não tiveram uma resposta. O relatório com fotografias mostrava mofo nas paredes tanto da cozinha, como também da enfermaria, o que pode resultar em problemas de saúde. Outra questão apresentada no documento enfatizava a presença de roedores no local destinado ao preparo de alimentos. O elevador destinado para o transporte de alimento para os andares superiores também está quebrado há oito anos, segundo funcionários.
 
Célia Dantas revela que os problemas com gratificações não são exclusivos de alguns funcionários, mas de boa parte dos trabalhadores, sendo 146 apenas no setor de enfermagem. “Não tem condições de trabalho. Além disso, os trabalhadores estão com reajuste zero, não tem gratificação nem adicional noturno”, concluiu.
 
A líder sindical ressalta que a ação durante as quintas-feiras deverá continuar, entretanto, o próximo local ainda não foi definido. Nas últimas unidades onde passou, o único problema solucionado foi com relação ao gerador do hospital dos Pescadores, nas Rocas, que foi substituído.
 
O sindicato planeja uma paralisação de advertência para o dia 1º de outubro, quando a categoria irá cobrar dos órgãos competentes soluções para os 14 pontos da pauta de reivindicações. Antes disso, na próxima segunda-feira (23), uma resposta deverá ser enviada pela prefeitura quanto aos pontos discutidos. Entre eles consta o reajuste salarial de 27,08%, referente a dois anos sem aumento, como também a implantação de adicionais e gratificações, licença prêmio e aposentadoria com valores integrais e a revisão de cargos e salários.

Fonte: Jornal de Hoje