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Adoçantes podem enganar você, mas não seu cérebro

Geral

30.09.2013

Você não vai conseguir enganar facilmente seu cérebro trocando o açúcar por sabores doces "sem calorias".

Nosso prazer em ingerir doces deve-se em grande medida à quantidade de energia que esses Cientistas descobrem por que o paladar é tão sensível ao açúcar

Agora os cientistas identificaram um sinal fisiológico específico do cérebro que é fundamental para determinar a escolha entre os açúcares e os adoçantes.

Esse sinal regula os níveis de dopamina, uma substância química necessária para a sinalização da recompensa no cérebro.

E, mais importante, o sinal só surge quando o açúcar é dividido em uma forma usável como combustível para as células do corpo.

Meio-termo feliz

"O consumo de bebidas de alto teor calórico é um dos principais contribuintes para o ganho de obesidade, mesmo após a introdução dos adoçantes artificiais no mercado," diz o professor Ivan de Araújo, da Universidade de Yale (EUA).

Segundo ele, a descoberta é importante porque mostra como os estados fisiológicos podem ter impacto sobre as escolhas entre os açúcares e adoçantes – nos experimentos, as cobaias mudaram completamente suas preferências em direção aos açúcares, mesmo quando o adoçante artificial era muito mais doce do que a solução de açúcar.

Isso mostra que a ingestão de produtos doces de baixas calorias em um estado de fome ou exaustão pode ser seguida por uma "recaída", com a escolha de alternativas de alto teor calórico mais tarde.

"Os resultados sugerem que um 'meio-termo feliz' poderia ser uma solução, combinando adoçantes com quantidades mínimas de açúcar para que o Açúcar demais pode emburrecer.

Fonte: Diario da Saúde