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NATAL: AMBULÂNCIAS DO SAMU ESTÃO NO LIMITE DA QUILOMETRAGEM

Geral

06.08.2010

TRIBUNA DO NORTE – 06-08-2010

Secção: Natal

Link:  http://tribunadonorte.com.br/noticia/ambulancias-do-samu-estao-no-limite-da-quilometragem/156121

Publicado no dia 06/08/10

 

AMBULÂNCIAS DO SAMU ESTÃO NO LIMITE DA QUILOMETRAGEM

As ambulâncias utilizadas pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência de Natal (Samu) estão no limite da quilometragem máxima permitida. De acordo com o coordenador administrativo, Kleiber Rodrigues, oito das nove ambulâncias utilizadas pelo Samu estão com 100 mil quilômetros rodados. O Ministério da Saúde, ainda de acordo com Kleiber, se comprometeu em repor as oito ambulâncias ainda esse mês. Tratam-se de veículos sem Unidade de Terapia Intensiva, utilizados nos casos menos graves.

Ao todo, o Samu Natal possui 23 ambulâncias, sendo 12 em operação permanente, seis como substitutas e outras cinco inutilizadas por tempo de serviço. “Essas irão ser leiloadas porque não são mais utilizadas no nosso cotidiano”, afirma Kleiber. Dos 12 veículos em operação, são nove chamadas “Bravo”, para ocorrências mais simples, e três denominadas “Alpha”, com toda aparelhagem necessária para atender casos graves. Somente os veículos “Alpha” são acompanhados presencialmente por médicos. Nas demais ocorrências, os médicos, para casos sem grandes riscos, fazem o acompanhamento pelo telefone junto dos demais profissionais de saúde.

Segundo Kleiber Rodrigues, o atual número de veículos para o Serviço está dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A norma é a seguinte: um veículo para casos simples para cada 100 mil habitantes e um veículo para casos graves para cada 300 mil habitantes. Como Natal tem pouco mais de 800 mil pessoas, segundo as últimas contagens populacionais, pode-se dizer que o Samu está um pouco acima da média em termos de quantidade de carros. “Isso pode mudar ainda esse ano com o novo Censo. Dessa forma, poderemos pedir aumento de ambulâncias para o Ministério da Saúde”, diz Kleiber.

Para dar suporte aos atendimentos do Samu são necessários 48 médicos, que se revezam em plantões de 6h e 12h, sendo quatro por cada plantão. Além disso, existem 23 enfermeiros, 86 técnicos de enfermagem e 68 condutores no quadro do Samu. Kleiber Rodrigues garante não haver falhas na escala do serviço. “Já trabalhei em outras unidades e sei a diferença. Não há problemas com escala por aqui”, diz. E complementa: “Como no Samu as condições de trabalho são outras, conseguimos atrair os profissionais e não sofremos com falta de médicos ou coisa assim”. As ambulâncias são espalhadas pela cidade. Ficam três na Zona Norte – uma delas é utilizada em casos graves – e nove na Zona Sul. A regulação recebe a chamada e através da orientação de um médico é verificado o nível de gravidade da ocorrência.

Um dos principais problemas enfrentados pelos profissionais é o número de trotes. A partir das 11h, é comum crianças e adolescentes ligarem para o serviço e inventar uma ocorrência. “É uma brincadeira sem graça, que pode prejudicar o atendimento e colocar a vida de pessoas em risco”, aponta.

 O Samu existe desde 2002 e Natal foi um dos primeiros municípios a implantar o Serviço. O Governo Federal é responsável por 50% do financiamento, enquanto os estados e municípios dividem a metade restante.