SERVIDORES DA SAÚDE MUNICIPAL REALIZAM PROTESTO
Geral
08.10.2010
CORREIO DA TARDE | CORREIO NATAL
Por: Alex Costa
Publicado no dia 07/10/10
Os servidores municipais da saúde, em greve desde o dia 17 de setembro, reuniram-se na manhã desta quinta-feira (07), às 8h, em frente ao Sinte, na Avenida Rio Branco, de onde saíram em passeata pelas ruas do Centro.
O trânsito foi parado, e a passeata seguiu pela rua João Pessoa, atravessando a Avenida Deodoro da Fonseca, rumo à Câmara dos Vereadores. O protesto teve por objetivo chamar a atenção da sociedade para o movimento grevista e intransigência da administração municipal em não ceder às reivindicações, além de tentar impedir a votação do projeto do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) que não recebeu as devidas correções.
Os manifestantes entraram na Câmara dos Vereadores e ocuparam boa parte do edifício, protestando com o auxilio de carro de som e repetindo o jargão: "Vou trazer a rede, vou trazer colchão, só saio daqui com a negociação".
No plenário, os vereadores da cidade discutiam a primeira instância de avaliação do projeto acompanhada com atenção pelos servidores presentes na audiência. Haverá uma segunda instância na próxima quinta-feira (14), onde possivelmente será dada a resposta final da avaliação.
"Isso é um retrocesso. Milhares de reais são gastos por mês com a terceirização de serviços. Não podemos aceitar isso. Nós somos concursados e prezamos por nossos empregos", disse Célia Dantas, coordenadora do Sindsaúde. Os servidores alegaram que mais de 500 pessoas passaram no concurso público da saúde e não foram chamados, sobrecarregando os servidores atuais.
"O que nós acordamos em reunião e foi alterado na nossa proposta, não manteve a alteração e hoje está para ser votado", falou indignada Gláucia Gurgel, uma das servidoras manifestantes.
Socorristas pedem socorro
Em resposta às declarações dadas à imprensa pela diretora do Consórcio Intermunicipal do Interior, Selma Santiago, de que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do interior ainda não entrou em funcionamento por falta de pessoal qualificado, o Sindsaúde esclarece que existem profissionais concursados no RN que poderiam ser chamados para atender essa demanda. Caso os novos servidores ainda não tenham qualificação para o serviço, basta abrir inscrição na rede hospitalar e fazer a transferência do pessoal.
De acordo com Paulo Martins, socorrista do SAMU, esses concursados só não foram chamados devido à ação de consórcio para a privatização do serviço. "O que está acontecendo é uma forma de justificar a terceirização do serviço. Enquanto isso, as ambulâncias utilizadas estão em estado de completo abandono", afirmou Paulo Martins.
Muitos dos trabalhadores do SAMU metropolitano estão hoje com medo de serem substituídos devido à política de terceirização, que os obriga a pagarem uma taxa de inscrição de R$20 para realizar uma nova prova para prestar o serviço. "Nós já somos concursados. É fácil assim? Apenas nos dão uma prova e se passarmos, tudo bem; se não passarmos, perdemos tudo o que tínhamos conquistado na aprovação no concurso.