3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

Profissionais são transferidos do CRI

Geral

18.10.2013

A transferência de duas fisioterapeutas para o Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes surpreendeu servidores e usuários do Centro de Reabilitação Infantil (CRI). Caso da servidora Danielle Silva dos Santos, que trabalha há quatro anos no CRI, reside em Emaús, em Parnamirim e está insatisfeita pelo fato de ter de ir trabalhar, agora, num local mais distante de sua casa, na Zona Norte de Natal. “Tenho de me apresentar até terça-feira, dia 22”, disse ela.

Enquanto não comparece ao novo ambiente de trabalho, Danielle dos Santos disse que trabalha há quatro anos no CRI, mas lamenta que tenha de ir para o Hospital Maria Alice Fernandes trabalhar numa área em não tem treinamento especializado, a respiratória. No CRA, a situação não é diferente. Falta neurologista e dermatologista.

Danielle dos Santos afirmou que tem especialidade “e mais afinidade com a área neurológica”. Além do mais, segundo ela, a transferência dela e de outra fisioterapeuta, Lorenna Dantas de Macedo Borges, vai acabar prejudicando o atendimento dos pacientes do CRI.

Segundo ela, cada profissional conhece e trabalha com pacientes conhecendo o problema de cada um – “é um tratamento de longo prazo. Uma fisioterapeuta acompanha o tratamento, em média, de 30 crianças por semana e faz pelo menos uma avaliação de um novo paciente a cada sete dia.

Hugo Lucena Júnior é pai de uma filha gêmea de um ano e oito meses, que tem uma síndrome rara, mas até hoje não diagnóstica pelos médicos que a trataram e lamenta que a Sesap esteja transferindo profissionais especializados para outras unidades de saúde: “Há realmente uma necessidade de profissionais no Hospital Maria Alice, agora, é como a história nos fala, não adianta descobrir um santo para cobrir outro”.

Lucena declarou, ainda que a retirada de profissionais do CRI, como as duas fisioterapeutas “pode causar um dano muito grande, porque sabemos que ele atende pacientes de todos os municípios do Rio Grande do Norte”.

Segundo ele, muitos profissionais do CRI já passam faixa etária de 50 anos, estão em vias da aposentadoria “e já não são suficientes”.

Laudicéia de Oliveira Catão deixa Riachuelo, a 79 quilômetros de Natal, três vezes por semana para fazer fisioterapia do filho, que nasceu com hidrocefalia e má formação óssea da coluna vertebral. “Acho que tem de melhorar e não piorar”, lamentava ela, depois de ter recebido a informação nas primeiras horas da manhã de ontem, que as duas fisioterapeutas estavam sendo transferidas para o Hospital Maria Alice Fernandes.

Por conta da doença, segundo ela, o filho Tiago não tinha a movimentação dos membros inferiores: “Hoje, ele já fica em pé e dá alguns passos com a ajuda da gente, nós dependemos dessas profissionais aqui”.

A portaria de transferências das duas fisioterapeutas é datada do dia 14 e foi publicada na edição de quarta-feira (16) do “Diário Oficial do Estado”. O secretário estadual de Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca, dá um prazo de sete dias, improrrogável, para elas se apresentarem na Coordenadoria de Recursos Humanos da Sesap.
 

Fonte: Tribuna do Norte