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CASOS DE DENGUE TÊM AUMENTO DE 83% NO RIO GRANDE DO NORTE

Geral

18.10.2010

CORREIO DA TARDE | CORREIO NATAL

Publicado no dia 17/10/10

Com a pro­xi­mi­da­de do iní­cio do verão, os casos de den­gue no es­ta­do vol­tam a cha­mar aten­ção das ins­ti­tui­ções pú­bli­cas de saúde, que re­gis­tra­ram um au­men­to de 83% nos casos, em re­la­ção ao pe­río­do de ja­nei­ro a se­tem­bro do ano pas­sa­do. A Se­cre­ta­ria de Es­ta­do da Saúde Pú­bli­ca do Rio Gran­de do Norte (Sesap) está pro­mo­ven­do reu­niões pe­rió­di­cas com toda a equi­pe, a fim de rea­li­zar um ma­pea­men­to dos casos de den­gue nos 167 mu­ni­cí­pios do Es­ta­do. Se­gun­do Kris­tia­ne Fia­lho, coor­de­na­do­ra do Pro­gra­ma Es­ta­dual de Con­tro­le a Den­gue, de 1º de ja­nei­ro até 25 de se­tem­bro deste ano, foram re­gis­tra­dos 6.294 casos de den­gue no Es­ta­do, con­tra 3.433 no mesmo pe­río­do em 2009.

O Pro­gra­ma Es­ta­dual de Con­tro­le da Den­gue tam­bém in­for­ma que no pri­mei­ro se­mes­tre deste ano ocor­reu uma breve re­du­ção no nú­me­ro de casos, porém desde o mês de julho o ín­di­ce vem cres­cen­do em al­guns mu­ni­cí­pios, prin­ci­pal­men­te em Pau dos Fer­ros e Go­ver­na­dor Dix-Sept Ro­sa­do, no Oeste, onde estão sendo uti­li­za­dos carros-fumacê para mi­ni­mi­zar o pro­ble­ma.

Kris­tia­ne Fia­lho res­sal­tou que os prin­ci­pais focos do mos­qui­to da den­gue, iden­ti­fi­ca­dos em Natal, são cai­xas d'águas e va­si­lha­mes des­co­ber­tos. Esses lo­cais aca­bam por fa­vo­re­cer o acú­mu­lo de água pa­ra­da e o au­men­to na quan­ti­da­de de casos no mu­ni­cí­pio, prin­ci­pal­men­te no verão, con­si­de­ra­da a es­ta­ção do ano com maior ín­di­ce da doen­ça.

Dos qua­tro tipos de vírus da den­gue que são trans­mi­ti­dos pelo Aedes aegyp­ti, três deles podem ser en­con­tra­dos no Rio Gran­de do Norte. Os so­ro­ti­pos 2 e 3 do vírus estão pre­sen­tes em Natal e Par­na­mi­rim, e o tipo 1 foi iden­ti­fi­ca­do após oito anos.

A Sesap man­tém um disque-denúncia pelo te­le­fo­ne 0800-281-4031, atra­vés do qual os mo­ra­do­res podem in­for­mar sobre a pre­sen­ça de focos de den­gue na sua re­gião e agen­dar a vi­si­ta dos agen­tes de saúde no local.

Fonte: CORREIO DA TARDE | CORREIO NATAL