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Alta demanda de pacientes compromete atendimento no Sanda Celeste

Geral

26.11.2013

Nos últimos dias de cada mês, a procura por atendimento na unidade tem aumentado consideravelmente nos plantões
Todo final de mês a situação se repete e nenhuma providência é tomada. Na manhã desta segunda-feira (25), cerca de 50 crianças aguardavam atendimento no Pronto Socorro Infantil Sandra Celeste. A alta demanda faz com que o atendimento fique comprometido, podendo demorar até três horas. Isso acontece porque a maioria dos hospitais da Grande Natal não consegue garantir o atendimento pediátrico até o final do mês, como acontece no Hospital José Pedro Bezerra, mais conhecido como Hospital Santa Catarina, na zona Norte de Natal, que o atendimento encerrou no dia 15, e no Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim.

A administradora do Pronto Socorro Sandra Celeste, Lígia Gomes, confirmou que, nos últimos meses, nos últimos dias de cada mês, a procura por atendimento na unidade tem aumentado consideravelmente fazendo com que os três pediatras de plantão não consigam atender a demanda dentro do tempo esperado. “Depois do dia 15 a situação fica crítica, pois recebemos crianças de todos os lugares. Os hospitais fecham e somos a única porta aberta para atender as crianças”, disse. Ela conta que o aparelho de raio-X, que ficou mais de dois sem funcionar, já está funcionando desde a última sexta-feira (22).

A dona de casa Glaucyenne Andrade conta que o filho de dois anos e seis meses está, desde sexta-feira (22), reclamando de dores na barriga. Na madrugada de hoje, a criança ficou com febre e começou a vomitar e Glaucyenne, que mora em Pajuçara, na zona Norte de Natal, levou o filho para o Pronto Socorro Sandra Celeste. Ela reclamou da demora do atendimento, já que havia muitas crianças para serem atendidas. Ela chegou à unidade por volta das 6h30 e até às 10h ainda não havia sido atendida.

“É uma vergonha eu morar na zona Norte e não ter nenhum lugar lá para poder levar meu filho. O Santa Catarina não tem pediatra. A UPA que é perto da minha casa também não tem e eu tive que vir, com meu filho sentindo dores, para o Sandra Celeste.  Aqui, somos atendidos, mas demora muito, pois todo mundo vem para cá. Espero que olhem para a saúde de nossas crianças, pois hoje elas estão abandonadas”, desabafou a dona de casa.

A estudante Ana Maria da Silva mora em Parnamirim e conta que a irmã, de seis anos, desde a semana passada, busca atendimento médico e só encontra no Pronto Socorro Sandra Celeste. “É muito distante, mas é o jeito termos que vir para cá, pois não podemos deixar que nossos filhos e irmãos morram a míngua. É triste ver a situação da saúde caminhar tão mal. Temos que torcer para não adoecer, pois se adoecer não tem para onde ir”, disse a estudante.

Termina greve dos servidores municipais da saúde

Depois de 40 dias parados, os servidores municipais da saúde decidiram na manhã desta segunda-feira (25), encerrar a greve iniciada em 15 de outubro. A decisão foi tomada diante da intransigência do governo em relação ao reajuste salarial, que permanece em 8%, e de avanços sobre outros pontos da pauta de reivindicações.

Na sexta-feira (22), o secretário de Planejamento, José Dionísio Gomes da Silva, enviou ofício garantindo os seguintes pontos da pauta: licença-prêmio, Projeto de Lei sobre Progressão de Carreira, Não desconto da VICT,  quando do reajuste dos 8%. Além destes pontos, a Prefeitura assumiu o compromisso de não buscar o desconto dos dias parados da greve, que foi considerada legal.

Para o Sindsaúde, o resultado final da greve é uma vitória parcial. “O governo não avançou no reajuste salarial, que permaneceu em 8%, e tratou a greve com ameaças e truculência. Mas a força dos servidores conseguiu garantir avanços, e saímos mais fortes da greve. Agora é continuar a luta pela defesa da saúde pública e pela valorização dos servidores”, afirmou Célia Dantas, do Sindsaúde-RN.

Fonte: Jornal de Hoje