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LEITOS DE UTI NEONATAL PODEM SER REDUZIDOS

Geral

19.10.2010

GAZETA DO OESTE | MOSSORÓ

Publicado no dia 19/10/10

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), anunciou ontem, que a partir do dia 29 de outubro a UTI Neonatal do complexo hospitalar passará a atender somente os leitos credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, três leitos. O hospital possui sete leitos, mas quatro não são credenciados.
A medida gera preocupação. O Ministério Público, através da Promotoria à Saúde vai entrar em contato com a Gerência Municipal de Saúde para saber por que ainda não foi realizada a vistoria para o credenciamento dos quatro leitos junto ao SUS. A solicitação de credenciamento foi efetuada no dia 20 de setembro deste ano.
Conforme André Néo, diretor-geral da CSDR, até o momento a solicitação não havia sido atendida. "Vamos saber por que não foi feita inspeção dos novos leitos para o credenciamento junto ao SUS e qual a previsão para realização da vistoria por parte da Prefeitura. A Casa de Saúde já informou que os leitos da Uti Neonatal estão equipados e a necessidade é enorme, visto que a unidade vem atendendo acima da capacidade", afirmou Guglielmo Marconi, promotor da Saúde.
Atualmente, segundo a direção geral da Casa de Saúde, através do comunicado, há três leitos credenciados, porém, o número não é suficiente para atender a demanda de recém-nascidos que necessitam dos serviços na região.
Ainda no comunicado à imprensa, André Néo anunciou que o hospital somente irá atender na Uti Neonatal os três leitos credenciados pelo Sus e alegou que há mais de 18 meses está atendendo em média sete pacientes simultaneamente, arcando com custos e responsabilidades dos demais leitos não credenciados.
"(…)a situação se encontra de forma financeiramente insustentável, tendo em vista que os recursos próprios utilizados vêm comprometendo o funcionamento do hospital, inclusive de outros setores. Desde fevereiro de 2008, a Casa de Saúde Dix-sept Rosado utiliza recursos próprios na UTI Neonatal. Mesmo depois do credenciamento dos três leitos, em outubro de 2009, a verba repassada pelo SUS não correspondia aos custos do hospital no setor, que sempre atendeu recém-nascidos de toda região oeste do estado sempre ultrapassando a quantidade de atendimentos credenciados", explicou em comunicado.
A direção acrescenta que "a situação ainda se torna mais grave com o não pagamento de serviços prestados e faturados para o SUS, a chamada "glosa", que já chegou a somar em um único mês uma quantia superior a R$ 89 mil".
A reportagem tentou entrar em contato com a gerente municipal de Saúde, Jaqueline Amaral, através do número do celular da profissional, porém não obteve êxito.

Fonte: GAZETA DO OESTE | MOSSORÓ