3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

Exonerações na Sesap podem aumentar

Geral

08.01.2014

O número de exonerações na Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), após implantação do ponto eletrônico biométrico, em 2013, pode aumentar para até 110 profissionais. Isso porque 30 servidores ainda estão na lista de análise da comissão de sindicância da pasta, podendo perder o cargo por irregularidade na assiduidade. Até o momento, segundo a Sesap, 80 médicos foram exonerados dos seus cargos desde a implantação do sistema.
“Para que toda a gestão fosse homogeneizada e mais controlada, foi implantado o ponto eletrônico. Conseguimos identificar os faltosos, aqueles que não cumpriam as escalas como deviam e nesse processo 80 médicos foram exonerados. Mais 30 profissionais estão na nossa comissão de sindicância por abandono de cargo”, afirmou o coordenador de Recursos Humanos da Sesap, Carlos Pinto.
Segundo ele, a maioria dos médicos que passa ou passou por processo de exoneração são ortopedistas, clínicos médicos, cirurgiões gerais, anestesistas e intensivistas. Oito deles eram cirurgiões do Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, e oito eram intensivistas no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal.

saiba mais
Sindicalistas cobram mais diálogo
Para repor esses profissionais, a Sesap pretende realizar um concurso público ainda neste ano. De acordo com Carlos Pinto, dos 25 hospitais  de responsabilidade do Estado, apenas quatro não contam com o sistema de ponto eletrônico. “Unidades pequenas onde ainda encontramos dificuldades analógicas. A unidade de Acari é uma delas”, afirma o coordenador de RH.
A Sesap tem 15,4 mil servidores efetivos, sendo mil aposentados ou afastados, e mais três mil municipalizados, dos quais 800 são lotados em Natal.
Além disso, a pasta conta com mais 1.980 funcionários terceirizados nas áreas de higienização, maqueiros, vigilantes e do Samu. Atuam somente na capital, 759. Para controlar a assiduidade desses servidores em especial, a Sesap precisou publicar portaria em outubro de 2013. A publicação obriga, assim como ocorre com os de carreira, que esse pessoal bata o ponto também digitalmente. Nesses casos, as direções de cada hospital é quem precisam fazer o controle das faltas.
NÚMEROS
30 processos que apuram abandono de cargo, por parte de servidores estaduais da Saúde, estão em análise na Comissão de Sindicância da Sesap.

Fonte: Tribuna do Norte