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SMS garante contrato assinado amanhã e atendimento normal sábado

Geral

28.02.2014

Os serviços ambulatoriais de ortopedia, de baixa e média complexidade, conveniado entre a Secretaria Municipal de Saúde de Natal e o Hospital Memorial, estão suspensos desde o dia 15 de fevereiro e quem precisa de atendimento está sendo encaminhado para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. O Hospital Memorial, juntamente com a Clinort, realizavam uma média de três mil atendimentos por mês. Com isso, desde o último final de semana houve um aumento considerável no número de atendimentos no Hospital Walfredo Gurgel.

Na manhã de hoje, a lista de pacientes internados no HWG a espera de cirurgia ortopédica era de 91 pacientes, sendo que 38 aguardam o procedimento em casa. Segundo os registros do Hospital Walfredo Gurgel, no último fim de semana, 694 pessoas deram entrada na unidade, grande parte vítima de acidentes e necessitando de atendimento de urgência. Durante esta semana, de segunda-feira até o meio dia de hoje, foram realizados 165 atendimentos ortopédicos, sendo que destes, apenas 30 pacientes ficaram internados.

A diretora do Hospital Walfredo Gurgel, Fátima Pinheiro, reafirma que “estes finais de semana com maior número de atendimentos no Pronto Socorro sempre levam o Walfredo Gurgel a sofrer com a sua capacidade assistencial extrapolada. Isso mostra como as redes municipais de Saúde, em todo o Estado, continuam fragilizadas. Não podemos contar com as unidades básicas como as UPAs para nos dar suporte e absorvemos toda a demanda. Fico apreensiva com a chegada do carnaval”, alerta.

O diretor do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistema da Secretaria Municipal de Saúde, Haroldo Melo do Vale, explicou que o contrato ambulatorial entre o Hospital Memorial e a SMS está vencido desde o dia 20 de novembro do ano passado. Mas garantiu que amanhã, dia 28, o contrato deverá ser assinado. Hoje, o contrato encontra-se em análise no departamento jurídico na SMS. Haroldo Vale reconhece que o pagamento por indenização é mais lento, o que motivou a suspensão no atendimento. “Estamos finalizando os trâmites e o quanto antes esses serviços serão retomados”, afirmou.

O contrato entre a SMS e o Hospital Memorial é no valor de aproximadamente R$ 378 mil, pago com fonte própria. O diretor conta que esse contrato surgiu, em gestões passada, fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onde havia a exigência de que o município de Natal desse o atendimento de urgência e emergência de porta aberta para o usuário do SUS, sem precisar da referência. O TAC tinha duração de seis meses, mas foi sendo renovado por anos.

“Queríamos acabar com esse contrato e estudávamos uma forma alternativa para garantir o serviço, mas não apareceu outra alternativa e contratamos o Hospital Médico Cirúrgico para também dar esse atendimento ambulatorial, embora este só deva ser iniciado na próxima semana”, explicou Haroldo Vale. Segundo ele, uma alternativa seria a abertura dos serviços de ortopedia nas Unidades de Pronto Atendimento, que funcionam 24 horas, mas ainda não foi possível em função da falta de profissionais. “Pensamos em abrir ortopedia em nossos próprios serviços, mas ainda é muito difícil”.

O diretor do Hospital Memorial, o ortopedista Francisco Gomes, disse que atendeu sem contrato até quando pode, mas que desde o dia 15 o atendimento está suspenso diante da indefinição da Secretaria Municipal de Saúde em renovar o contrato. “Chegou o dia que não dava mais para continuar o serviço sem a perspectiva de quando íamos receber”, afirmou. Hoje, o Pronto Socorro do Hospital Memorial está aberto apenas para atendimentos de convênio e particulares. Atendimento SUS está sendo encaminhado para o Walfredo Gurgel.

O ortopedista Francisco Gomes conta que a unidade realiza uma média de três mil atendimentos, sendo dois mil no Hospital Memorial e mil na Clinort, que realiza o atendimento referenciado do Memorial. “Assim que assinarmos o contrato, retomaremos o atendimento ambulatorial, mas desde agosto do ano passado que estamos cobrando da Secretaria a renovação do contrato e nada foi feito até o momento”, afirmou o diretor do Hospital Memorial, que se reunirá no próximo dia 10, com o secretário municipal de Saúde, Cipriano Maia.

Em relação à superlotação do Hospital Walfredo Gurgel, Haroldo Vale considera que há um desencontro entre a política traçada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal. “Tudo bem que o Walfredo Gurgel referencie as portas, que dê prioridade a alta complexidade, mas não é correto fechar as portas sem haver uma retaguarda preparada. Tem que haver essa preparação para que a população não padeça. Se o Walfredo Gurgel deixa o paciente de baixa e média complexidade sem atendimento, já que o município passa por uma crise momentânea, vai penalizar a população”, disse.

Fonte: Jornal de Hoje