Implementação do Núcleo de Especialidades da COOPMED
Geral
02.07.2014
Com seu trabalho todo direcionado para a saúde pública (SUS), a cooperativa trabalha agora com a meta de ter um braço também na saúde Suplementar
Na manhã deste último sábado (28), dirigentes da COOPMED se reuniram com profissionais das áreas de Otorrinolaringologia, Cabeça e Pescoço e Cirurgia de Tórax para debater sobre a constituição de um Núcleo de Especialidades das áreas citadas. O evento contou com a participação do otorrinolaringologista e ex diretor da COORLECE, Dr. Rodolfo Borsaro, que aproveitou o momento para falar sobre toda a questão burocrática e de como funciona o modelo já aplicado na capital cearense.
Bem objetivo e prático, Dr. Rodolfo Borsaro usou de tabelas, extratos e sites para dar ainda mais credibilidade a sua apresentação. Ele iniciou seu discurso dizendo que fica surpreso ao observar como o médico brasileiro é organizado, unido e inteligente para produzir cientificamente, mas que para falar de assuntos financeiros e remuneração é tão desunido e desorganizado.
Entre as vantagens da cooperativa, Rodolfo Borsaro destacou: a valorização das consultas e procedimentos, reajustes anuais e dedução de percentual de glosa devida, além do fortalecimento da especialidade. “Hoje, no Ceará, temos uma representatividade na sociedade enorme e respeito diante dos outros colegas.
Para garantir a criação deste núcleo de especialidades, o ex diretor da COORLECE deu algumas dicas. O primeiro passo, conforme relata, é sair da zona de conforto, e partir para o descredenciamento. Ele explica que é importante saber que esse modelo não é criado para atingir ninguém, tem que ser bom para todos. “Muitos interpretam mal, acham que podem ser lesados em um primeiro momento, mas se eu pudesse estimar, diria que é preciso dar um passo para trás para em seguida caminhar cinco passos para frente em um curto/médio tempo”, exemplifica e acrescenta que o ganho compensa, pois fica para o resto da vida.
Já o presidente da COOPMED, Dr. Fernando Pinto falou que o processo era lento e que deveria ser construído pouco a pouco. “O modelo de cooperativas sem sombra de dúvidas, é a única forma que os médicos têm para se organizar para lutar por melhores condições de honorários na saúde suplementar”, garantiu o presidente. Ele falou, ainda, que é um passo extremamente importante, apesar de lento, e estimou uma média de dois anos para concretização do projeto.
Impressionado com as disparidades de valores aplicados em regiões semelhantes (Rio Grande do Norte e Ceará), Dr. Fernando Pinto sugeriu que os membros da comissão analisassem toda a tabela do Ceará para, então, traçar estratégias para o RN.
Sobre os planos de saúde, a COOPMED colocou em votação que fosse proposto aos planos o referencial do Ceará. Em seguida, foram listados os principais convênios de Natal, como pequeno, médio e grande porte. A sugestão da COOPMED para iniciar o processo de descredenciamento dos pequenos planos respeitando os prazos contratuais. Depois dos presentes concordarem com a proposta, os planos foram selecionados para iniciar o Processo.
Em seguida, Rodolfo se colocou a disposição para qualquer esclarecimento disponobilizando a assessoria jurídica da cooperativa do Ceará. “Nosso advogado está na cooperativa há 15 anos e participou do processo desde sua formação até hoje. Ele entende muito de cooperativismo. Ele pode orientar para que os erros que ocorreram lá, sejam evitados aqui”, finaliza.