PACIENTE DO SAMU PODE SER AVALIADO A DISTÂNCIA
Geral
04.11.2010
DIÁRIO DO NORDESTE | SAÚDE
Publicado no dia 04/11/2010
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Nova tecnologia: as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência vão contar com o sistema que possibilita a realização de exames de eletrocardiograma FOTO: MIGUEL PORTELA
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A partir de agora as ambulâncias de suporte avançado (UTIs móveis), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de Fortaleza passam a contar com o Sistema Tele-Eletrocardiografia Digital, que permite um diagnóstico mais preciso do paciente ainda em sua casa.
Isso se deve a uma parceria com o Hospital do Coração (Hcor), de São Paulo. A informação foi repassada, ontem, durante solenidade, na sede do Samu em que foram entregues novos equipamentos para as 14 unidades do Serviço de Atendimento.
O Sistema, lançado pelo Ministério da Saúde em parceria com Hcor, possibilita a realização de exames de eletrocardiograma na ambulância do Samu e sua transmissão, por meio de um telefone celular, para a central do HCor, num processo que dura, em média, cinco minutos.
Diagnóstico
Na central do HCor, os exames são analisados por cardiologistas, que elaboram o diagnóstico e enviam sugestões de tratamento ao profissional do Serviço de urgência. "Esse novo sistema vai oferecer maior qualidade ao inicio do tratamento ao paciente. Pois poderemos avaliá-lo mais precocemente", comentou o diretor clínico do Samu de Fortaleza, Messias Simões dos Santos Neto.
Ele explicou que o sistema emite um sinal de radio, similar ao que é transmitidos pelos aparelhos de fax, diretamente para qualquer telefone. "Logo depois, o socorrista recebe os procedimentos. Isso torna o processo mais eficiente. Tudo será feito na residência do paciente".
Todas as 14 ambulâncias do Samu da Capital agora vão contar com novos equipamentos. Tanto as 18 unidades de suporte básico – ambulâncias simples – quanto as quatro unidades de suporte avançado – UTIs móveis – receberão aparelhos que proporcionarão maior agilidade e eficiência no atendimento, especialmente a pacientes com problemas cardíacos.
As unidades de suporte básico serão equipadas com desfibrilador automático – aparelho usado para procedimento de ressuscitação cardíaca -, e oxímetro de pulso – aparelho que monitora a frequência cardíaca e a saturação de oxigênio no sangue -, itens que eram encontrados apenas nas UTIs móveis.
O desfibrilador automático é autoexplicativo e pode ser utilizado por um leigo em medicina, mas que possua treinamento adequado. Ao ser ligado o aparelho, através de uma voz, explica detalhadamente o que deve ser feito para acionar o desfibrilador e salvar a vida de um determinado paciente.
Já as unidades de suporte avançado do Samu passam a contar com novos, e mais modernos, desfibriladores, que tem a missão de substituir os antigos.
"Todos os veículos do Samu de Fortaleza tem aparelhos desfibriladores modernos, que vão atender a toda a população", frisou o titular da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Alex Mont´Alverne.
Ele afirmou que os equipamentos estarão funcionando nas unidades do serviço de atendimento na medida em que os socorristas forem recebendo o treinamento para aprender a utilizar esses novos equipamentos do serviço. "Não adianta colocarmos os aparelhos nas ambulâncias sem que alguém saiba utilizar", declarou.
Segundo Mont´Alverne o Sistema Tele-Eletrocardiografia Digital, os desfibradores e o oxímetro de pulso custaram R$ 1,2 milhão. Mas a compra dos equipamentos de treinamento fez o valor subir para R$ 2 milhões.
"Todos esses novos equipamentos do Samu de Fortaleza vem aperfeiçoar o trabalho que já existe. Mas agora teremos um serviço mais moderno", declarou o titular da SMS.
EXPECTATIVA
Frota de carros vai aumentar até o fim do ano
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Fortaleza, que hoje dispõe de 14 ambulâncias em funcionamento, deve contar com mais sete veículos – enviados pelo Ministério da Saúde – até o final do próximo mês. Com o reforço, a expectativa é de que haja menos demora no atendimento e que um número maior de ocorrências possa ser atendido.
De acordo com o diretor clínico do Samu, Messias Simões, o Serviço recebe uma média de 3 mil ligações por dia. Destas, informa, cerca de 47% tratam-se de trote, enquanto outros 20% constituem-se de chamados indevidos – casos que não correspondem realmente ao perfil do Samu. Entre as demais ligações, em torno de 150 são, de fato, atendidas a cada dia. Conforme Messias, o papel do Serviço não é de atender todas as solicitações recebidas, mas sim os chamados mais graves.
Ainda segundo o diretor, a frota atual do Samu – cuja renovação, de responsabilidade do Ministério da Saúde, está atrasada – não obedece as exigências da Política Nacional de Atenção às Urgências.
Isso porque a recomendação da é de que haja ao menos um veículo para cada 150 mil habitantes. No caso de Fortaleza, que possui em torno de 2.431.400 habitantes, deveria haver, no mínimo, 17 veículos do serviço de urgência .
Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE | SAÚDE