Profissionais tentam amenizar a dor
Geral
17.07.2014
Ana Paula de Oliveira, de 53 anos é uma das 30 mil pacientes que passam, anualmente, pela Liga. Ela tinha 46 anos quando entrou na instituição pela primeira vez para fazer diagnóstico de uma dor no seio esquerdo que a incomodava. Era câncer de mama. Foi um longo tratamento, entre cirurgia e sessões de quimioterapia. Mesmo curada, ela nunca deixou o hospital. Volta, anualmente, para os exames “de rotina”.
Ana Paula diz que nasceu outra vez. “O câncer é o menor dos meus problemas, sempre encarei isso como um grande desafio que tinha que ser superado. O que nos mata é o pensamento negativo”, afirma. A assistente social Tâmara Simone de Farias, funcionária da Liga há 17 anos é uma das responsáveis por tentar amenizar a dor de pessoas como Ana Paula.
Tâmara conta que a sua palavra de ordem mais usada durante o dia a dia junto às famílias e pacientes é “Lutar”. Ela conta que ao começar a trabalhar na função que exerce, chorava todos os dias quando um paciente vinha a óbito. “Eu aprendi a criar uma barreira para conseguir ajudar de maneira eficaz essas famílias. Jamais me desprendi do meu emocional, mas hoje aprendi a otimizá-lo”, afirma a assistente social. Tâmara Simone destacou o trabalho em equipe como um dos fatores para alcançar resultados positivos. “É um trabalho entre pessoas dispostas a alcançar a dor do outro. Se houver 1% de chance de cura, nós lutaremos”, diz a assistente social.
Lourival Patrício da Silva, conhecido como seu “Lourinho” é responsável pela limpeza da estrutura da Liga há 34 anos. “É a minha segunda casa, aqui, aprendi as mais incríveis lições de vida. Presenciei momentos de muita felicidade, mas também de tristeza”, relata. Seu Lourival disse que em um mês vai se aposentar, mas já decidiu se tornar voluntário. “Virei toda semana, já não sei mais o que é viver fora desse ambiente”, afirma.
Fonte: Tribuna do Norte