SERVIÇO A GESTANTES É INTERROMPIDO
Geral
10.11.2010
TRIBUNA DO NORTE | NATAL
Por: Ricardo Araújo
Publicado no dia 10/11/10
As gestantes em trabalho de parto que procuraram atendimento na Maternidade Prof. Leide Morais, na zona norte, entre a noite de segunda-feira e ontem durante o dia, tiveram que ser transferidas para o hospital Santa Catarina, Maternidade das Quintas e Maternidade Escola Januário Cicco. As grávidas deixaram de ser atendidas no Leide Morais, pois o hospital não dispunha de material de limpeza – papel, sabão, água sanitária, detergente e álcool em gel. Até às 13h de ontem, 7 gestantes haviam sido transferidas.
Sete pacientes tiveram que ser transferidas para outras unidades porque a Maternidade Leide Morais não dispõe de material de limpezaO diretor geral da unidade, Dr. Yuri Marques, afirma que a falta de insumos foi resultado de um atraso no processo de licitação da empresa fornecedora de material de limpeza. “Houve um atraso da empresa vencedora da licitação, que é da Paraíba, que culminou com a transferência das pacientes para outras unidades de saúde da capital”.
De acordo com o diretor do hospital, apenas os procedimentos para a realização de partos naturais deixaram de ser realizados. No corredor do hospital, a equipe da TRIBUNA DO NORTE visualizou um aviso numa das portas dos quartos utilizados para a realização dos partos que dizia: “Interditado por falta de desinfecção”. A responsável pela limpeza do complexo afirmou que afixar lembretes como aquele era comum quando da alta de pacientes. Questionado sobre a não-desinfecção daquele quarto, o diretor afirmou que não tinha nenhuma ligação com a falta de insumos de limpeza que fez com que 7 gestantes fossem transferidas.
O secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, só ficou sabendo da problemática na Maternidade Leide Morais após a chegada da TRIBUNA DO NORTE no local. “Recebi uma ligação da secretária adjunta me informando de que uma denúncia tinha sido feita e que a imprensa estava no local”. O secretário afirmou que o procedimento interno de comunicação não foi cumprido e julgou a situação como inadmissível.
“Acredito que houve negligência por parte de algum dos envolvidos no processo. Para eu realizar um bom trabalho, dependo do bom trabalho desenvolvido pelos gestores de cada unidade”, acrescenta Trindade. Uma reunião foi realizada ontem à tarde com os gestores da saúde municipal para tratar de assuntos relacionados ao abastecimento das unidades. “Estamos buscando uma forma de suprir as necessidades das unidades de saúde de uma forma mais dinâmica”.
Além da falta de material de limpeza, os telefones do Leide Morais não funcionam e os funcionários cobram o pagamento das gratificações que deveriam ter sido publicadas no Diário Oficial ontem. Eles comentam que, se a publicação não sair em breve, darão início a uma nova greve.