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Profissionais de saúde do RN discutem direitos sexuais e reprodutivos da mulher?

Geral

12.12.2014

Com o objetivo de promover as discussões sobre temáticas que envolvam a saúde reprodutiva da mulher, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está promovendo, no período de 10 a 12 deste mês, no Praiamar Hotel em Natal, o “Seminário de Saúde da Mulher”. Cerca de 200 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atuam na Atenção Básica de todas as regiões de saúde estão participando do evento. Segundo Andréa Duarte, técnica da Subcoordenadoria das Ações de Saúde da Sesap, “além das discussões técnicas envolvendo os direitos sexuais e reprodutivos, o evento busca também trazer para estes profissionais novas concepções e práticas do cuidado à mulher”. Durante o encontro estão sendo abordados a sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e adolescentes, com destaque para os métodos contraceptivos. A importância da Rede Cegonha e suas ações para redução da transmissão vertical do HIV (vírus causador da AIDS) e da sífilis e a violência contra a mulher, com enfoque nas repercussões psicológicas e no cuidado integral a criança e adolescentes vítimas de violência e a prevenção e controle dos cânceres de útero e de mama estão na pauta de discussões. Nesta sexta-feira (12), profissionais médicos participam de uma capacitação para promoção do uso do Dispositivo Intrauterino entre suas pacientes. O DIU como é mais conhecido, é um método contraceptivo reversível disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Assim como a pílula anticoncepcional, são os dois procedimentos mais procurados pelo público feminino no País, segundo o Ministério da Saúde. A médica obstetra Maria do Carmo Lopes de Melo, presidente do Comitê Estadual de Luta pela Redução da Mortalidade Materna, explica que o encontro visa fortalecer a linha de atenção perinatal no Rio Grande do Norte. “O SUS disponibiliza muitas estratégias para o planejamento familiar das mulheres, sobretudo as que estão em idade fértil. Por isso os profissionais que atuam na Atenção Básica precisam estar prontos para fornecer às mulheres todas as informações necessárias sobre os métodos disponíveis e assim oferecer mais segurança para que a paciente possa fazer melhor as suas escolhas” destaca. As mulheres em idade fértil podem escolher entre os métodos: injetável mensal, injetável trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma, pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte), Dispositivo Intrauterino (DIU), além dos preservativos. Já para as mulheres e os casais que não desejam ter filhos, o SUS oferece ainda vasectomia e laqueadura. “A decisão por algum destes métodos precisa ser bem pensada, já que são de difícil reversão” pontua Maria do Carmo Lopes de Melo. A programação desta sexta-feira (12) segue até as 12h30. Reprodução: Jornal de Hoje