INFECÇÃO MATA 11 BEBÊS EM HOSPITAL DE BRASÍLIA
Geral
16.11.2010
TRIBUNA DO NORTE | NATAL
Publicado no dia 16/11/10
Brasília (AE) – Atingido por um surto de bactérias, que matou 11 bebês em 40 dias, o Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), a maior unidade de saúde neonatal de Brasília, determinou medidas especiais de proteção a 30 recém-nascidos suspeitos de contágio e proibiu novas internações até que a situação seja controlada. Os seis bebês sob maior risco foram isolados e passam por terapia intensiva. A Secretaria de Saúde mandou reforço de material hospitalar e aumentou o número de servidores na unidade em todos os turnos.
Ao anunciar ontem as medidas, em entrevista coletiva, o diretor da UTI Neonatal do hospital, Alberto Henrique Barbosa, disse acreditar que o pior do surto já passou, mas não deu previsão de quando a situação estará totalmente sob controle, daí a necessidade de evitar superlotação. “Mortes em UTIs neonatais acontecem, mas aqui passou do razoável”, lamentou o médico.
As bactérias relacionadas às mortes dos bebês são “klebsiella”, “serratia” e “estafilococos”. O diretor da UTI Neonatal negou a existência de casos de contaminação da superbactéria “KPC” (“Klebsiella pneumoniae carbapenemase”). “Por enquanto, não tem nada de casos desta superbactéria, graças a Deus”, afirmou Barbosa. Neste ano, um surto de infecção hospitalar causado pela superbactéria, resistente à maior parte de antibióticos disponíveis no mercado, provocou 18 mortes e é suspeito de contaminar 108 pacientes no Distrito Federal.
Pelas estatísticas disponíveis na Secretaria de Saúde, qualquer número acima de até três mortes ao mês é considerado fora do normal. O hospital tem 30 dos 81 leitos disponíveis em todo o Distrito Federal para atendimento emergencial de bebês. A crise na unidade gera saturação nos demais hospitais a apreensão entre as mães, sobretudo das cidades satélites mais pobres, que dependem da rede pública.
O Ministério Público (MP) começa a investigar nesta terça-feira as causas do surto de bactérias resistentes no hospital, para detectar se houve negligência e se cabe denúncia criminal ou funcional contra os responsáveis. Pelo menos até a próxima sexta-feira, a maternidade do hospital permanecerá interditada e os partos serão transferidos para outras unidades.
Inspeção do Núcleo de Controle de Infecções da Secretaria de Saúde, realizada no fim de semana, já constatou algumas irregularidades, como imperícia de profissionais e erros de prescrição e manipulação de medicamentos, mas ainda não estabeleceu os elos de responsabilidade com o surto. A notícia preocupa porque no mês passado foram divulgados casos de mortes pela superbactérias em hospitais de Brasília.
Incêndio em prédio mata 42 em Xangai
Xangai (AE) – Um incêndio num edifício de apartamentos arranha-céu, localizado no centro de negócios da China, em Xangai, matou pelo menos 42 pessoas na madrugada e parte da manhã desta segunda-feira, informou a agência de notícias Xinhua. A prefeitura da cidade afirmou num comunicado que o prédio de 28 andares estava sendo reformado, quando pegou fogo. Pelo menos 156 famílias vivam no arranha-céu da metrópole chinesa, que tem 20 milhões de habitantes. Muitos dos moradores eram professores aposentados. Imagens da televisão estatal mostraram nuvens de fumaça saindo do prédio em chamas.
Ex-aliados deixam Governo Berlusconi
Roma (AE) – Para o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, a questão não é mais se ele será derrubado do poder, mas quando isso ocorrerá. O líder italiano, que sobreviveu a vários escândalos sexuais e de corrupção, deverá enfrentar um voto de confiança no Parlamento nas próximas semanas, ao qual, aparentemente, terá poucas chances de sobrevivência. Nesta segunda-feira, quatro membros do governo renunciaram aumentando o isolamento do premiê. O ex-aliado Gianfranco Fini pede sua renúncia de de Berlusconi. “Agora, não existem dúvidas de que esse governo não irá durar”, disse o analista político James Waltson.