3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

Insuficiência renal crônica atinge 10% da população em todo mundo

Geral

12.03.2015

A insuficiência renal crônica atinge 10% da população mundial e afeta pessoas de todas as idades e raças. A estimativa é que a enfermidade afete um em cada cinco homens e uma em cada quatro mulheres com idade entre 65 e 74 anos, sendo que metade da população com 75 anos ou mais sofre algum grau da doença. Diante desse cenário, no Dia Mundial do Rim, lembrado nesta  quinta-feira (12), a Sociedade Brasileira de Nefrologia defende que a creatinina sérica e a pesquisa de proteína na urina façam parte dos exames médicos anuais. Além disso, a data tem o objetivo de divulgar informações relacionadas à prevenção das doenças renais. O tema da campanha este ano é “Rins saudáveis”, com o foco de alertar a população com relação a adoção de hábitos saudáveis, ingestão de água, mudanças de estilo de vida e autocuidado das doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e obesidade, que mal tratadas podem ocasionar a Doença Renal Crônica (DRC).

A doença renal crônica é extremamente prevalente. Atualmente há 1.800 pacientes em hemodiálise no Rio Grande do Norte. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que 100 mil pessoas fazem diálise no Brasil. Atualmente, existem 750 unidades cadastradas no país. Os números mostram ainda que 70% dos pacientes que fazem diálise descobrem a doença tardiamente. A taxa de mortalidade para quem enfrenta o tratamento é 15%.

O risco de doença renal crônica, de acordo com a entidade, deve ser avaliado por meio de oito perguntas: Você tem pressão alta? Você sofre de diabetes mellitus? Há pessoas com doença renal crônica na sua família? Você está acima do peso ideal? Você fuma? Você tem mais de 50 anos? Você tem problema no coração ou nos vasos das pernas (doença cardiovascular)? Se uma das respostas for sim, a orientação é procurar um médico.

Na manhã de hoje, a Sociedade Brasileira de Nefrologia do Rio Grande do Norte realizou uma ação de panfletagem em frente ao Centro de Nefrologia de Natal, no bairro de Cidade da Esperança, como forma de conscientizar a população a buscar a prevenção das doenças renais crônicas. No local, foi feito aferição de pressão arterial, da glicose, palestra sobre alimentação saudável, com distribuição do sal de ervas, picolés de frutas sem açúcar e água alcalina.

“A doença renal é muito silenciosa e a nossa maior dificuldade é diagnosticar a tempo de poder prevenir. Na maioria das vezes, durante os exames de rotinas, é que se descobre, acidentalmente, uma doença de rim. Através dessa campanha queremos conscientizar as pessoas a procurar o diagnóstico mais cedo e tentar beber mais água, que em 90% dos casos resolve os problemas de rim”, afirma a nefrologista Luciana Gouveia, integrante da Sociedade Brasileira de Nefrologia no RN.

A nefrologista Luciana Gouveia explica que os principais sintomas da doença renal crônica são a falta de apetite, cansaço, palidez cutânea, inchaços nas pernas, aumento da pressão arterial, alteração dos hábitos urinários como urinar mais à noite e urina com sangue ou espumosa. “Apareceu um desses sintomas, a pessoa pode procurar um médico. Além disso, dois exames de sangue simples – Uréia e Creatinina – podem salvar muitas vidas”.

Ela recomenda que, para reduzir o risco ou para evitar que o quadro se agrave, a pessoa tem que manter hábitos alimentares saudáveis, controlar o peso, praticar atividades físicas regularmente, controlar a pressão arterial, beber água, não fumar, não tomar medicamentos sem orientação médica, controlar a glicemia quando houver histórico na família e avaliar regularmente a função dos rins em casos de diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doença cardiovascular e histórico de doença renal crônica na família. “Hoje é um dia de alerta em busca da conscientização”.

A médica Luciana Gouveia ressalta que a doença renal crônica não tem cura, mas é possível um tratamento de modo a controlar a patologia. O paciente tem que ir pelo menos três vezes por semana a clínica fazer diálise, para o resto da vida, ou conseguir um transplante de rim. “Insuficiência renal crônica não tem cura, mas tem tratamento”.

Segundo dados do último Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), os pacientes que aguardam por um transplante de rim representam 62% de toda a lista de espera por órgãos no País. No total, são 18.147 pacientes esperando por um rim até dezembro de 2014. A estimativa do Registro aponta que 5.639 transplantes foram realizados, quase metade da necessidade anual estimada, de 11.445. No Nordeste, depois do Ceará, o estado é o que mais realiza transplantes de rim. Em nível nacional, o RN está em 7º lugar. A espera média é de dois anos.

Alimentação saudável

A nutricionista Brenda Sá explica que a diabetes e a hipertensão são dois fatores de risco para o surgimento das doenças renais crônicas. “Vemos na população, o alto consumo de sódio, alimentos industrializados, embutidos e um aumento no consumo dos alimentos a base de açúcar. Tudo isso provoca um descontrole de desequilibre nos controles de glicemia e glicose no sangue e isso pode predispor ao aparecimento da diabetes e a hipertensão, dois fatores de risco para doenças renais”, afirma a nutricionista.

Durante a ação de hoje, a nutricionista recomendou o uso do sal de ervas, em substituição ao sal marinho utilizado diariamente. “É um sal preparado a base de ervas, com um teor bem menor de sal. Além disso, estamos incentivando um consumo maior de água, que é um dos alimentos mais importantes para a saúde renal, pois com ela ajudamos o rim a filtrar melhor as toxinas e ajuda no seu funcionamento. Com uma alimentação saudável é possível proteger a saúde dos nossos rins”, afirma a nutricionista Brenda Sá.

Fonte: O Jornal de Hoje