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Poluição do ar pode estar associada ao envelhecimento do cérebro

Geral

13.05.2015

A poluição do ar é conhecida por aumentar o risco de derrames e outros distúrbios cerebrovasculares. Além disso, pesquisadores agora descobriram que ela também está associada ao envelhecimento precoce do cérebro. O estudo, publicado na edição de maio do periódico Stroke, usou dados de 943 pessoas de mais de 60 anos e ambos os sexos, participantes de um estudo mais extenso de saúde. Os pesquisadores submeteram os pacientes a exames de ressonância magnética e coletaram informações sobre a distância entre suas habitações e autoestradas. Além disso, usaram dados de satélites para medir o material particulado menor que 2,5 micrômetros (PM 2.5), poluição que penetra facilmente nos pulmões e corrente sanguínea. Após o controle de fatores de saúde, estilo de vida e socioeconômicos, eles descobriram que o derrame silencioso aumentou 46 por cento com a exposição a níveis altos de PM 2.5 em comparação com a exposição a níveis baixos do poluente. Além disso, eles descobriram que cada aumento de dois microgramas por metro cúbico de PM 2.5 estava associado a uma diminuição do volume cerebral que equivale a aproximadamente um ano de envelhecimento natural. "Observamos uma associação entre poluição do ar e ataques potencialmente nocivos ao cérebro. Isso nos ajuda a compreender melhor os mecanismos relacionados com a poluição do ar e os resultados observados clinicamente", afirmou Elissa H. Wilker, principal autora do estudo e pesquisadora do Centro Médico Beth Israel Deaconess. Reprodução: UOL