Liga debate avanços da pesquisa
Geral
14.05.2015
A Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer, referência em tratamentos da doença no Estado e na região Nordeste, além da parte assistencial, fornece e qualifica suprimentos para 35 pesquisas clínicos e institucionais desenvolvidas nas cinco unidades do grupo filantrópico, de acordo com o radio-oncologista e coordenador do Departamento de Ensino e Pesquisa da Liga, Dr. Edilmar de Moura. Entre os programas, estão testes de medicamentos alternativos e trabalhos com pacientes curados ou em fase inicial de câncer.
Em comemoração aos seus 66 anos, a instituição realiza, a partir de hoje, a quarta edição do Congresso da Liga, na Escola de Governo do RN, na zona Sul da capital. O evento, que acontece até o próximo sábado (16), tem o objetivo de discutir experiências de tratamento oncológico e resultados obtidos pelas pesquisas clínicas da Liga.
Com expectativa de receber 900 congressistas, o encontro receberá o presidente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Luiz Antônio Santini, o fundador do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, Antônio Carlos Buzaid e Samir Abdallah Hanna, radioncologista titular do Hospital Sírio Libanês. “Aproveitaremos a oportunidade, para, além de demonstrar o material de 35 trabalhos concluídos, adquirir crescimento profissional”, disse Edilmar de Moura.
Conforme o coordenador, o ensino e a pesquisa, nos últimos cinco anos, tiveram um crescimento importante. Na Liga, os trabalhos são divididos em duas vertentes principais: a pesquisa clínica e os trabalhos institucionais. “Com o apoio das indústrias, dos laboratórios e dos grandes grupos, que precisam testar seus medicamentos, testamos se estas drogas são benéficas para os pacientes, em relação ao tratamento padrão. Desde o início desta cooperação, a Liga já participou de 48 estudos clínicos de, principalmente, medicamentos imunomoduladores”, comentou Edilmar de Moura.
Ainda de acordo com o coordenador do Depecom, estes remédios são baseados em moléculas criadas “para determinados alvos, aumentando a eficácia e diminuindo a toxidade”, diferente da quimioterapia, por exemplo, que pela ação difusa, possui “muitos efeitos adversos”.
Na pesquisa institucional, através da assinatura de um termo de consentimento, pacientes que já foram tratados ou em fase inicial de tratamento, são submetidos à estudos de caso. “Estas pesquisas são bancadas, principalmente, pelos programas de pós-graduação das universidades. Para isso, os projetos são aprovados pelos Ministérios da Saúde e da Educação. No âmbito estadual também há a Fapern (Fundação de Apoio à Pesquisa do RN)”, explicou Edilmar de Moura.
Para o radio-oncologista, o principal ganho com o trabalho de pesquisa é a possibilidade de novas condutas médicas. “Aqui, nós podemos testar medicamentos e tratamentos. Normalmente, no campo teórico de educação, as publicações consultadas são americanas ou européias. Mas, pelas diferenças culturais, de regiões e de clima, nem sempre a toxidade é a mesma. Por exemplo, aqui temos muitos pacientes que chegam em estado de carência nutricional. Antes de qualquer tratamento oncológico, estas situações clínicas precisam ser resolvidas. É preciso cuidar dessa parte carencial, pela agressividade dos métodos de quimio e radioterapia”, pontuou o coordenador do Depecom.
Programação
Evento:
IV Congresso da Liga Contra o Câncer
Data:
De quinta-feira (14) até o sábado (16).
Local: Escola de Governo do RN, no Centro Administrativo
Tema: “Desafios e Perspectivas na Oncologia”
Convidados:
Presidente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Luiz Antônio Santini; fundador do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, Antônio Carlos Buzaid; Samir Abdallah Hanna, radio-oncologista titular do Hospital Sírio Libanês.
Fonte: Tribuna do Norte