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NÚMERO DE DOADORES DE SANGUE REPRESENTA 57% DO NECESSÁRIO

Geral

19.11.2010

O MOSSOROENSE | COTIDIANO

Publicado no dia 19/11/10

O "corre-corre" do dia a dia aliado ao medo em relação ao procedimento de retirada de sangue estão causando redução do número de doadores na cidade. Em contraponto, o Hemocentro afirma que a demanda de pessoas que precisam de doações aumentou, principalmente devido à elevada quantidade de intervenções cirúrgicas no município, que precisam de transfusões.

A desproporcionalidade entre doadores e pessoas que precisam de doação é uma situação constante e preocupante. E para agravar mais ainda o problema, muitas pessoas que eram doadoras estão abandonando o gesto. Seguindo esta tendência do grupo de doadores em Mossoró, o professor Adler Lincoln confessa que não doa sangue há cerca de um ano.

O motivo da ausência de participação na campanha, segundo ele, seria o ritmo acelerado do cotidiano. "Após concluir a graduação, passei a ter novas atribuições profissionais. Como trabalho de segunda-feira a sábado, acabo não tendo disponibilidade para doar. Mas desde os 18 anos que comecei a doar sangue e sei da importância do gesto, por isso pretendo tentar encontrar uma brecha na minha agenda para doar sangue", afirma.

Conforme a assistente social do Hemocentro, Lenita Helena, atualmente a média mensal de doações atingidas fica em torno de 400 bolsas. Entretanto, ela revela que para atender a demanda do município, o ideal é que este número permaneça entre 600 e 700 doações ao mês. Isso significa que atualmente o número de doadores representa 57% do valor necessário.

"Apenas pouco mais de 1,5% da população do país doa sangue, mas a necessidade é que esse percentual aumente para 5%. Principalmente, o fator sanguíneo negativo, que está cada vez mais escasso. Nesse sentido, nossa preocupação é ainda maior. Por isso fazemos constantes campanhas para incentivar novos doadores", conta.

Para Lenita Helena, as pessoas ainda têm medo de doar sangue, temendo de maneira errônea que o ato suscite algum problema de saúde. "Temos que desmistificar definitivamente que a prática de doar sangue tem riscos ou até mesmo pode provocar malefícios à saúde e bem-estar do doador. Com apenas 30 minutos, o sangue é retirado e essa quantidade é restaurar pelo organismo em apenas 24h. A recuperação da pessoa é muito rápida, ademais o procedimento é seguro e simples", explica a assistente social.

A especialista explica que uma doação pode salvar a vida de quatro pessoas, pois após ser coletado o sangue, os seus componentes são fracionados, dividindo-as em hemácias, plaquetas e plasmas. Ela alerta que a cada dois segundos, algum paciente necessita de transfusão de sangue no Brasil. "Por isso, esse ato de solidariedade e cidadania é tão importante. Contudo, as pessoas devem se conscientizar de que poderão estar no lado oposto, precisando um dia de transfusão de sangue", frisa.

Apesar de a doação ajudar ao próximo, o ato também proporciona benefícios para o doador. Uma destas benesses é a obtenção gratuita de exames específicos. "Na ocasião, uma sorologia completa é feita, verificando se há presença de seis tipos de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatite B, Hepatite C, HIV, vírus da HTLV, Sífilis e Doença de Chagas", informa Lenita.

Outra benfeitoria consiste na isenção do pagamento de taxa de inscrições para participar de concursos públicos e vestibulares de universidades públicas. No entanto, para obter dispensa do pagamento é necessário doar três vezes no ano anterior à publicação do edital.

CRITÉRIOS DA DOAÇÃO

Qualquer pessoa que esteja bem de saúde, entre 18 e 65 anos de idade e com mais de 55kg, pode ser um doador de sangue. Não está grávida ou amamentando. É importante portar um documento de identidade com foto.

Para doar sangue basta ir ao Hemocentro, localizado ao lado do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Ou no sábado, das 7h às 11h. Outra opção para os interessados é se dirigir à unidade móvel do Hemocentro estacionada defronte a Câmara Municipal de Mossoró (CMM), de segunda a quinta-feira, das 7h às 11h.

Fonte: O MOSSOROENSE | COTIDIANO