Cola cirúrgica biomimética pode eliminar cicatrizes
Geral
25.09.2015
Cola fotoativada Inspirados na natureza – mais especificamente nos mexilhões – cientistas coreanos desenvolveram um novo hidrogel adesivo ativado por uma luz azul. O resultado é uma cola cirúrgica inovadora, batizada de Lamba, capaz não só de fechar um ferimento aberto em menos de 60 segundos, como também de facilitar efetivamente o processo de cura, que ocorre sem inflamação e sem cicatrizes. A nova cola cirúrgica atóxica – ela é essencialmente uma proteína – sela instantaneamente as feridas abertas, em hemorragia, assim que é iluminada. A fotoativação permite uma aplicação cuidadosa, sem que a cola comece a grudar cedo demais e atrapalhe o procedimento. Bioadesivo O bioadesivo, criado por Eun Jeon e Hyung Cha, Universidade de Ciência e Tecnologia Pohang, funciona nos mesmos princípios usados pelos mexilhões para se fixar em superfícies submersas – eles segregam a proteína, que cola por meio de uma reação fotoquímica usando a porção azul da luz natural. Quando a luz azul incide sobre o gel, ocorre uma reação de foto-oxidação que transforma a proteína tirosina em ditirosina, que possui ligações cruzadas, aumentando a estabilidade estrutural e as propriedades adesivas. Em testes realizados em animais de laboratório, a nova cola superou todas as colas cirúrgicas existentes, segundo os pesquisadores, não apenas na rapidez da colagem, mas também na ausência de cicatrizes. Reprodução: Diário da Saúde